
Dois autores clássicos estudaram a distinção entre um fenômeno mediúnico e um fenômeno anímico: Alexander Aksakof (1832-1903), em Animismo e Espiritismo e Ernesto Bozzano (1862-1943), em Animismo ou Espiritismo. Ambos pretendiam demonstrar através de sólida pesquisa com diversos médiuns, que a tese animista – de que qualquer fenômeno é sempre manifestação do próprio médium – é insuficiente para explicar todas as manifestações, pois há muitas em que a identidade de uma outra inteligência comunicante se faz evidente. Isso não invalida que haja de fato fenômenos anímicos, onde é o Espírito do médium que está em ação, como nos casos de telepatia, clarividência, sonambulismo ou desdobramento ou o que hoje chamamos “estados alterados de consciência”. Continue lendo
No Brasil, o país mais espírita do mundo, Kardec é normalmente chamado de o “codificador” do Espiritismo. Entretanto, esse termo não aparece em nenhuma obra de Kardec, só se observando o seu uso entre nós. Até agora, não se descobriu quem e por que puseram esse cognome ao mestre de Lyon. Já andei consultando os escritos de Bezerra de Menezes no século XIX e não encontrei nenhuma vez uma referência a Kardec como codificador. Também em Léon Denis, não há tal termo. Denis o chama algumas vezes de o “grande iniciador”; Bezerra, em seus artigos no jornal O Paíz, com o pseudônimo de Max, analisa o seu papel de missionário. 
Essa é uma pergunta comum e que me fazem com frequência, quando digo que faço pós-graduação em Pedagogia Espírita. Bom, para responder tal pergunta com clareza, torna-se necessário fazer um retrospecto de minha história e por consequência da história da Pedagogia Espírita, para entender em qual momento nossos caminhos se entrelaçaram. Sou Pedagoga há mais de 10 anos, leciono para crianças da Educação Infantil, sou professora antes mesmo de me tornar espírita de fato.
Eu uma recente reunião do grupo de mediunidade pedagógica (
O infinito é o desconhecido, sem começo ou fim, assim como Deus. Nós, espíritos em evolução, se tivemos um começo, não sabemos como e onde teremos um fim. Pode-se compreender isso logo às primeiras respostas dos Espíritos no Livro dos Espíritos.

Na obra Minha Vida, publicada em 1896, o escritor Anton Tchekhov realiza profunda crítica à sociedade russa feudal de seu tempo, mas que continua válida e ainda tem muito a nos dizer.
Imagine uma criança da favela que passou o dia todo longe da mãe, na creche. A criança tem um pai ausente. Quando a mãe leva o filho para casa, à noite, lhe entrega um pacote de bolacha, e a criancinha de 4 anos fica toda feliz. Chega uma vizinha com sua filha visitando nossa primeira mãe, que, para ensinar moral para sua criança, quebra o pacote de bolacha ao meio: “Você tem que aprender a dividir!”




