Sou Pedagoga e Espírita. Preciso fazer Pedagogia Espírita?

801279823_origEssa é uma pergunta comum e que me fazem com frequência, quando digo que faço pós-graduação em Pedagogia Espírita. Bom, para responder tal pergunta com clareza, torna-se necessário fazer um retrospecto de minha história e por consequência da história da Pedagogia Espírita, para entender em qual momento nossos caminhos se entrelaçaram. Sou Pedagoga há mais de 10 anos, leciono para crianças da Educação Infantil, sou professora antes mesmo de me tornar espírita de fato.

A área de Educação sempre me encantou e me atraiu desde muito cedo, contudo, ao ingressar da faculdade senti um vazio e uma frustração enorme. Quando me debati com a prática, queria algo a mais, gostaria de ver o sorriso das crianças ao aprenderem. Minha vontade era sair da sala (quatro paredes) e ter contato com a natureza, gostaria de transcender o livro, para uma realidade concreta e significativa.

Simultaneamente, as sensações mediúnicas me causaram certo desconforto, um desequilíbrio de quem não sabia o que estava acontecendo. Católica desde nascença, pensei até que estava enlouquecendo… Enfim, conheci o Espiritismo, estudei e estudo até hoje e percebi que aquelas sensações se tratavam de uma manifestação natural entre as dimensões espirituais. Com mais de sete anos de estudo espírita, tudo me pareceu mais claro e racional, mas me faltava algo, uma ligação mais consistente da Educação com o Espiritismo, já que ambos têm como objetivos a evolução humana e a divulgação do conhecimento. Em um seminário em Salvador, que fui em 2012, tive meu primeiro contato com a Pedagogia Espírita, através de Dora Incontri. E algumas dúvidas foram surgindo:

  • É preciso ser espírita para fazer o curso?
  • Poderei usar esta pedagogia em minha prática de sala de aula?
  • É uma Pedagogia com embasamento científico?
  • Por que algo tão óbvio é tão pouco divulgado?

Peguei todas essas perguntas, coloquei em minha bagagem e fui para São Paulo para a aula inaugural, e desde então a mágica se deu e um sonho se realizou. Logo de início, vi que a turma era multidisciplinar, compostas por pedagogos, advogados, dentistas, arquiteto, sistema de informação, engenheiros dentre outras áreas. Confesso que isto me chamou a atenção e tornou o grupo bem interessante.

A minha primeira pergunta foi respondida na apresentação dos colegas, tinha um ateu e pessoas de outras religiões e isso se confirmou com a riqueza das aulas inter-religiosas. Tivemos aula com Judeu, Muçulmano, Budista, Pastor, Ateu etc. Aprendemos a respeitar, acolher e amar as diferenças. Sim, é possível e muito necessário este convívio social. E na prática de cada encontro, fui me tornando uma professora melhor, mais consciente dos meus objetivos, que não era doutrinar ninguém, mas respeitar as crianças e despertar nelas o seu melhor, a sua vocação para que elas se tornem cidadãos de bem e felizes.

Nesta pós, conheci tantos mestres e exemplos na Educação, que sequer foram citados no meu curso de Pedagogia. Fiquei encantada com Comenius, Pestalozzi, Rousseau, Maria Montessori, Anália Franco, Eurípedes Barsanulfo, Ney Lobo, Tomás Novelino, dentre muitos outros. Este aprendizado foi como um bálsamo de energia que não só melhorou minha prática como professora, mas me aprimorou como ser humano, já respondendo à segunda e à terceira perguntas. Professores-mestres com vasto currículo e experiência, além da tese defendida pela idealizadora do curso, Dora Incontri, na USP, me deram o embasamento científico que almejava.

A última pergunta, infelizmente, ainda não sei responder. Todos os pedagogos, espíritas ou não, deveriam desfrutar desta experiência, tão profunda e edificante. Sou concluinte da turma 10, em Pedagogia Espírita, e em mais de dez anos, poucos colegas sabem da existência dela. E para responder a pergunta tema inicial, Sou Pedagoga e Espírita. Preciso fazer Pedagogia Espírita? Falo com convicção que SIM, que DEVE, que é NECESSÁRIO. A ligação entre a Educação e a espiritualidade só pode ser sentida, se compreendida, estudada e vivenciada.

É lindo ver o belo caminho que esta pedagogia, desde Rival-Educador (Allan Kardec) percorreu até chegar à proposta atual. Valorizar o educando como ser eterno e divino assim como nós, acalma os corações aflitos. Perceber que a evolução moral e o despertar de suas virtudes valem mais do que qualquer nota em exame. Promover aulas passeios com conteúdos conectados e com significados, fazem a aprendizagem ocorrer de forma leve e prazerosa. Amar meus alunos e estabelecer vínculos sinceros me torna mais paciente e renova a minha fé num futuro melhor. Esta história ainda está sendo construída.

Se você sente as inquietações que citei acima, não perca tempo. Faça o Curso de Pós- Graduação em Pedagogia Espírita na Universidade Livre Pampédia e ajude-os a trilhar este caminho juntos. Pois juntos, somos mais fortes.

Jamile Tupinambá

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Uma resposta para Sou Pedagoga e Espírita. Preciso fazer Pedagogia Espírita?

  1. Carlos Gomes da Silva disse:

    Feliz Aniversário que a Luz do Divino Rabi Galileu continua a brilhar teus passos na senda do Bem com muito Amor e Carinho Abraços e Beijos Fraternos Carlos Gomes

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