
Um dos livros espíritas de que mais gosto se chama “Memórias do Padre Germano”. Nele, a médium Amália Domingo Soler conta as peripécias de um padre progressista na Espanha da Idade Média. Germano incomodava tanto os maiorais da Igreja Católica que acharam por bem enviá-lo para um vilarejo num fim de mundo qualquer daquele país. Mesmo assim, ele não se abatia. Peitava os poderosos, ludibriava clérigos e madres superioras extremamente conservadores etc. E como cada capítulo conta uma estória diferente, o leitor nunca sabe o que espera pelo simpático e aguerrido pároco e seu fiel companheiro, o cachorro Sultão.
O episódio da vida de Padre Germano que mais mexe comigo é o de Clotilde, jovem de alma nobre que, infelizmente, não foi bem-sucedida em matéria de laços familiares. O pai, Duque de São Lázaro, a mãe e o irmão não valiam muita coisa. Tanto era assim que os três haviam tramado o assassinato do rei de Espanha. Mas eles não estavam sozinhos na ardilosa empreitada. Os Penitentes Negros faziam parte da tramoia. E quem eram eles? Aparentemente, um grupo de religiosos que gostavam de ajudar os mais necessitados em várias frentes de trabalho. Só que, nos bastidores, maquinavam golpes de estado, assassinatos de reis e rainhas, entre outras barbaridades. Poder, dinheiro e influência, eles tinham de sobra para tanto.
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