
Meu amigo Allan Filho, palestrante, cantor e compositor de mão cheia, é autor de várias – e profundas – canções espíritas. Entre elas, “Mar da vida”, cuja letra transcrevo a seguir.
Ondas da vida carregam o barco, atracado no tempo, não quer navegar
Naufraga em si mesmo temendo os monstros que existem no mar
O monstro da morte consegue sozinho fazer com que barcos prefiram parar
Mas monstros não existem sequer nas mentiras contadas no mar.
Vai… Enfrenta as tormentas do além-mar
Iça as velas da coragem pra lutar e ir além, estrelas do bem vão te guiar.
Vai… Que o Cristo seja a luz em teu vogar
Que o risco não te impeça de tentar ganhar o mar
Com o instrumento que se chama amor.
Lembrei-me de “Mar da vida” quando ouvi de uma conhecida um comentário sobre pessoas que se recusam a mudar. Disse ela: “Tem gente que jogou a âncora da própria vida em alguma década do século passado e lá ficou, encalhada”. São os barcos atracados no tempo e que se recusam a navegar, conforme Allan muito bem ressalta.
Continue lendo















