
– Meu amigo, hoje, no fim desse dia, eu estou precisando de uma pinga para aliviar meus pensamentos! Tem um trocado aí? Continue lendo

– Meu amigo, hoje, no fim desse dia, eu estou precisando de uma pinga para aliviar meus pensamentos! Tem um trocado aí? Continue lendo
E depois de muito tempo e inúmeros convites de Dora Incontri, cá estou, escrevendo para o Blog da ABPE. E, para essa minha estreia, nada melhor que falar de um tema que anda bem latente na minha vida: o desenvolvimento da minha mediunidade. Mas hoje não quero falar como tudo começou e nem das minhas primeiras experiências mediúnicas. Vou deixar essa história para um próximo post. O que quero compartilhar com vocês hoje é o quanto um ambiente acolhedor é fundamental para nos sentirmos seguros nesse processo que não é nada fácil. Por isso, vou chamar, carinhosamente, de acolhimento mediúnico. Continue lendo
No grupo de mediunidade pedagógica, na ABPE, diversos assuntos são destacados e discutidos à luz da Doutrina Espírita, mas não apenas. Entendemos que o Espiritismo pode (e deve) dialogar com todos os saberes humanos, porém, numa dialética positiva, usamos os recursos de muitos destes saberes para enriquecer as ideias que surgem, dando corpo e sentido aos temas que debatemos. Por exemplo: a questão 806 de O Livro dos Espíritos, que toca no tema das desigualdades sociais, pode e deve ser discutida com o apoio da sociologia, mas não somente. Também a Filosofia, a Política, a História e a Psicologia podem nos ajudar nas reflexões. Continue lendo
Uma médium brasileira psicografa no laboratório do Hospital da Universidade da Pensilvânia (Foto: Denise Paraná/ÉPOCA)
Substituir o exame pelo menosprezo é cômodo, mas pouco científico. O dever elementar da ciência é verificar todos os fenômenos, pois a ciência, se os ignora, não tem o direito de rir deles. (Victor Hugo)
Essa era a solicitação que fazia Victor Hugo, autor de O corcunda de Notre-Dame, para que os fenômenos mediúnicos fossem pesquisados naquele começo de século XIX, conta Marcel Souto Maior em seu livro Kardec – A Biografia. Os céticos atribuíam o interesse do escritor pela comunicação com os mortos à perda trágica de sua filha num naufrágio, o que é possivelmente verdadeiro, mas também o é o apelo desse gênio da literatura à objetividade e à honestidade científicas. Continue lendo

Aproveitando o dia das crianças, escrevo hoje sobre um tema que algumas pessoas têm me pedido para desenvolver: a mediunidade na infância. É claro que é um assunto importante e que merece maior aprofundamento, não cabendo apenas num texto de blog. Mas farei alguns apontamentos aqui, para ajudar pais e mães desorientados. Continue lendo
O século XX foi devastador para imagem que o ser humano faz de si mesmo. No século XIX, ainda tínhamos um romântico entusiasmo pela honradez dos homens e mulheres ditos civilizados, tínhamos uma ingênua crença de que o século seguinte se abriria num horizonte de melhorias históricas nunca vistas. Pois, ao contrário, no século XX, ao lado de todo avanço tecnológico, tivemos uma imensa decepção com o ser humano, capaz de lançar bombas atômicas em cidades indefesas; capaz de fazer campos de concentração e matar milhões de homens, mulheres e crianças… Continue lendo

Dois autores clássicos estudaram a distinção entre um fenômeno mediúnico e um fenômeno anímico: Alexander Aksakof (1832-1903), em Animismo e Espiritismo e Ernesto Bozzano (1862-1943), em Animismo ou Espiritismo. Ambos pretendiam demonstrar através de sólida pesquisa com diversos médiuns, que a tese animista – de que qualquer fenômeno é sempre manifestação do próprio médium – é insuficiente para explicar todas as manifestações, pois há muitas em que a identidade de uma outra inteligência comunicante se faz evidente. Isso não invalida que haja de fato fenômenos anímicos, onde é o Espírito do médium que está em ação, como nos casos de telepatia, clarividência, sonambulismo ou desdobramento ou o que hoje chamamos “estados alterados de consciência”. Continue lendo
No Brasil, o país mais espírita do mundo, Kardec é normalmente chamado de o “codificador” do Espiritismo. Entretanto, esse termo não aparece em nenhuma obra de Kardec, só se observando o seu uso entre nós. Até agora, não se descobriu quem e por que puseram esse cognome ao mestre de Lyon. Já andei consultando os escritos de Bezerra de Menezes no século XIX e não encontrei nenhuma vez uma referência a Kardec como codificador. Também em Léon Denis, não há tal termo. Denis o chama algumas vezes de o “grande iniciador”; Bezerra, em seus artigos no jornal O Paíz, com o pseudônimo de Max, analisa o seu papel de missionário. Continue lendo