No Brasil existem centros espíritas que dão cursos práticos de mediunidade de cura com aulas sobre física quântica. Noutros centros, apostilas mostram a coreografia correta para se aplicar um passe. Médiuns psicografam livros detalhando planos de dominação das trevas, e lideranças se dedicam a traduzir a Bíblia. Instituições impõem liturgias, proibições e dogmas e consideram o trabalho de Kardec uma revelação divina, seus livros como lei escrita em pedra. E tudo isso é denominado unicamente de espiritismo, apesar das profundas contradições.
Além disso, vivemos num momento histórico de grandes contradições sociais e retrocessos políticos. E muitos espíritas como nós não estão satisfeitos com o conservadorismo predominante em nosso movimento.
Para tentar organizar essa cacofonia, iluminando o que é essência e o que é incoerência, lançamos hoje esse manifesto, que ficará on-line. Nele também mostramos que o espiritismo é um pensamento livre e progressista e deve estar a postos para mudar a sociedade. Nos próximos meses vamos aprofundar as ideias do manifesto aqui no blog da ABPE. Quem quiser assinar (os nomes serão incluídos no site da ABPE), envie nome, cidade e estado ou país para o e-mail: abpe@pedagogiaespirita.org.br



Leio, estupefato, as declarações de uma futura integrante do primeiro escalão governamental brasileiro, a partir de primeiro de janeiro de 2019, em que afirma que “as instituições estão todas piradas” e que é o “momento da Igreja governar”.
Não podemos nos omitir diante dessa grave denúncia e que está ultrapassando as centenas, em relação ao renomado médium (que nunca foi espírita, mas isso tanto faz): João de Deus de Abadiânia.
O escritor mexicano Octávio Paz (premio Nobel de literatura), escreveu um ensaio (que foi publicado por aqui na revista RAIZ em 2006, com tradução de Alexandre Bandeira), sobre o artesanato e o equilíbrio entre a beleza e a utilidade, a arte e a tecnologia. 
Ser criança nunca foi fácil. Já na Grécia antiga, a violência e agressão às crianças eram muito comuns. Recém-nascidos que apresentassem uma compleição física mais débil ou malformações eram, tranquilamente, eliminados. Na Idade Média, as crianças eram adultos em miniaturas, expostas a todo tipo de erotização e vivências deste mundo de gente grande.




