
Estava no auge, em todos os veículos de comunicação, o caso da cabeleireira paulista Débora Rodrigues dos Santos, condenada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos de prisão. Motivo: nos atos terroristas de 8 de janeiro de 2023 ocorridos na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), ela escreveu com batom a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, que fica em frente à sede do STF.
Débora, antes da sentença definitiva, proferida em maio de 2025, estava em prisão domiciliar. Antes, havia ficado dois anos numa penitenciária. O caso ganhou repercussão porque tentaram transformá-la numa espécie de musa (ou mártir) da extrema direita. Seus pares alegavam que ela nada depredou ou destruiu, tampouco invadiu prédios. Para eles, a condenação seria desproporcional.
À mesma época, num conhecido ponto de Petrópolis (RJ), onde moro, encontrei um deputado federal e um deputado estadual de um partido de esquerda. Como os conheço de eventos anteriores – dos quais participei representando o espiritismo progressista –, fui cumprimentá-los e também ao pessoal da comitiva. Ambos estavam na cidade justamente para um evento contra o projeto de lei de anistia para os presos do 8 de janeiro.
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