Em 2007, a Associação Brasileira de Pedagogia Espírita lançou um número isolado do Jornal Mensagem, invocando a herança de Herculano Pires, para fazer uma crítica ao modismo então injetado no movimento espírita sobre as ditas crianças índigo e cristal. Demonstramos então que se tratava de um empreendimento comercial, de uma seita New Age, norte-americana, sem nenhuma base científica e que criava uma discriminação absurda entre as crianças, ao classificar algumas de índigo, outras de cristal e outras que seriam apenas normais. Nessa ocasião, Divaldo Franco estava lançando um livro sobre o tema – apoiando a moda. Nessa publicação, não mencionamos o nome de Divaldo e nem o seu livro sobre o assunto. Mas sofremos retaliações por causa do jornal, embora ninguém tenha apresentado um único argumento contra os vários que enumeramos.
Agora, nesses últimos dias, recebemos na ABPE inúmeras mensagens, pedindo um posicionamento nosso a respeito da entrevista coletiva dada por Divaldo Franco e Haroldo Dutra num congresso em Goiás. Participamos então de um texto coletivo a respeito e aprofundamos o assunto aqui no blog. Buscamos entretanto exercitar o espírito crítico com respeito humano e o discernimento equilibrado das coisas. Assim, antes de mais nada, temos de declarar que quando discordamos de uma pessoa ou fazemos uma crítica a posições ou ideias ditas por ela, isso não significa desrespeito ao ser humano.
A primeira coisa que devemos lamentar e fazer uma objeção firme é em relação à crescente partidarização que Divaldo tem assumido em suas declarações. Na citada entrevista, refere-se à república de Curitiba, comandada pelo “presidente Moro” (sic), “venerando juiz”… No mínimo, ele poderia se questionar como alguém pode ser venerando, se há inúmeras críticas de juristas internacionais e brasileiros quanto à evidente parcialidade e seletividade da “justiça” de Moro e de grande parte do judiciário no Brasil atual. Como pode uma liderança espírita desconsiderar tudo isso e assumir o discurso da massa de manobra? Lembramos ainda a recente homenagem de Divaldo a João Dória em São Paulo, causando enorme constrangimento a todas as pessoas esclarecidas politicamente, que na ocasião estavam indignadas com a ração humana, que o prefeito estava querendo dar aos moradores de rua.
Sabemos que o país está polarizado. Por isso mesmo, nossas palavras requerem prudência, argumentação e compromisso ético. Ora, em nossa opinião, Divaldo está exercendo sua imensa influência no movimento espírita para fortalecer posições retrógradas, anti-humanitárias e o faz sem qualquer argumentação, sem qualquer aprofundamento nas questões políticas e sociais, mas de maneira superficial, mística e leviana, como fez com a ideia das crianças índigo anos atrás.
Recentemente também saiu um desenho animado calcado numa palestra de Divaldo, em que ele conta uma história absurda em que supostos espíritos judeus e muçulmanos estariam promovendo cruéis obsessões em centros espíritas, semeando a discórdia entre nós, cristãos tão bondosos! Uma ideia discriminatória e falsa. Promove a intolerância religiosa e simplesmente não tem nada a ver. Por que judeus e muçulmanos estariam preocupados conosco? Em suma, uma fantasia de mau gosto.
Outra questão que nos espanta é a maneira como Divaldo, quanto fala sobre a chamada “ideologia de gênero”. E aqui vamos nos deter um pouco mais no assunto, porque não se trata apenas de uma questão política, mas também acadêmica.
Não existe “ideologia de gênero” – este é um termo criado por setores conservadores da Igreja Católica e depois adotado pelas Igrejas Evangélicas, para colocar várias coisas num mesmo saco e torná-las todas abomináveis e ameaçadoras.
Existe sim uma área de pesquisa no mundo que se chama “Estudos de Gênero” – que teve influência de Michel Foucault, Simone de Beauvoir e Judith Buttler, que esteve recentemente no Brasil (e não tinha vindo falar sobre gênero) e quase foi linchada por fanáticos, que certamente jamais leram um livro dela.
Pois bem, os “Estudos de Gênero” se dedicam a procurar entender como se constitui a feminilidade e a masculinidade do ponto de vista social, se debruçam sobre questões de orientação sexual, hetero, homo, transsexualidade – ou seja, todos fenômenos humanos, que estão diariamente diante de nossos olhos. Podemos concordar com algumas dessas conclusões, discordar de outras, deixar em suspenso outras tantas. Esse olhar é muito recente na história e ainda estamos apalpando questões profundas e complexas – e em nosso ponto de vista espírita, não é possível ter plena compreensão delas sem a chave da reencarnação. Uma abordagem puramente materialista jamais vai dar conta do pleno entendimento do psiquismo humano. Mas estamos muito longe de ter gente reencarnacionista competente, fazendo pesquisa séria, para dialogar com pesquisadores com abordagens meramente sociológicas ou psicológicas. Então, nós espíritas, não temos ainda melhores respostas que os outros.
Mas dentro desse universo de questões ligadas a gênero e sexualidade há pontas de um lado e de outro.
Por exemplo, uma vantagem trazida por esse discurso contemporâneo é a busca de igualdade de direitos entre homens e mulheres (os Estudos de Gênero nascem com o feminismo e ainda estamos muito distantes de uma igualdade nesse sentido, basta ver os dados em relação à violência contra a mulher no Brasil), o chamado ao respeito à diversidade, ao respeito à dignidade de todos, incluindo os da comunidade LGBT, o entendimento de que todo ser humano tem o direito de exercitar sua sexualidade como bem entender, desde que não violente outro ser humano. Então, de um lado, temos o Papa Francisco que diz “quem sou eu para julgar?” e, do outro, temos líderes espíritas que jamais se referem às violências praticadas contra homossexuais e travestis, contra mulheres e crianças, contra negros e pobres. Ao contrário, adotam discursos em tudo semelhantes às lideranças mais retrógradas de outras religiões: discursos que lembram Malafaias e Felicianos.
Mas ao nos alinharmos entre aqueles que defendem os direitos humanos de todos e todas, não significa, por outro lado, adotar uma teoria e prática extremista como a proposta por exemplo por alguns na Suécia, de que quando nasce uma criança, nem se dar o nome nem se vestir de menino ou menina, deixando que mais tarde ele-ela decida… Ou ainda como se faz hoje nos Estados Unidos de realizar cirurgia de inversão de sexo, com crianças de 10, 12 anos. Obviamente que esses extremos são absurdos, embora raros, e jamais foram propostos aqui no Brasil, pois que desrespeitam a maturação psíquica da criança ainda em desenvolvimento. E são coisas de países capitalistas e não comunistas, como Divaldo anunciou na entrevista.
Esses temas são muito complexos, mobilizam paixões de um lado e de outro e esperam ainda delicados e dedicados estudos para compreendermos melhor como se dá essa integração entre heranças reencarnatórias, influências do meio social, constituição familiar, fatores genéticos… Portanto, um comedimento nas análises é muito bem vindo.
Mas o que é preciso frisar sempre é o respeito a todos e todas, o combate a qualquer forma de discriminação e violência contra quem quer que seja e seria muito bom que seguíssemos Jesus, se nos dizemos cristãos – ele não condenou os corruptos, os ladrões e os que na sua época eram considerados sexualmente desviados – as únicas pessoas com as quais ele foi duro foi justamente com os religiosos hipócritas.
O que mais aborrece a espíritas conscientes é o fato de tantos outros espíritas comprarem cegamente o que líderes assim falam. Esse é o problema da idolatria, da falta de critério e de estudo e, sobretudo, da falta das diretrizes racionais que Kardec imprimiu ao espiritismo.
Se não mudarmos o rumo, já já seremos uma nova seita.






Gostei da análise feita pela coragem de argumentar em função da fala de pessoas muito consideradas no Movimento (?) Espirita! Temos que nos debruçar mais sobre os conceitos da Doutrina Espirita e separar qdo se fala em seu próprio nome dos momentos em que se busca falar sobre Espiritismo. E nunca se fala EM NOME da Doutrina Espirita, mas SOBRE. Procurarei me informar sobre os pontos citados como a fala de Divaldo porque fiquei arrepiada com coisas que qualquer exame mais detido revelam a sua incoerência com os princípios que orientam esta Doutrina, me parecendo opiniões e posturas pessoais. Abçs
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De há muito, e não é à toa, que deixei de tomar parte no Movimento Espírita. Eu que fui colaborador voluntário da Imprensa Espírita, fiz palestras e mais algumas coisas. Devido o que tenho percebido na s colocações de certos dirigentes espíritasas decepções as traições que sofri, sobretudo quando assito a um comentário de. Divaldo Franco e suas insinuações político-partidárias, ao meu ver, de um lado obscuro da história política ceste país. O seu amigo, anfitrião e seguidor, Miguel Jesus, tem usado do mesmo expediente, junto aos que lhe dão ouvidos a terem preferênciaa determinados políticos, como aquele de coognome “mineiriinho”. Fquei chocado ao assitir àquele vídeo do programa Pinga Fogo em que Chico Xavier elogia os militares golpista da nesfasta ditadura militar. Sempre elogiei, e, quando necessário, sempre defendi Chico Xavier, estando certo de que ele jamais, direta ou indiretamenta defender a ideologia de algum partido político. A Doutrina Espírita é excelente, e devo muito aos seus princípios, mas certos expoentes, e de grande significado, não justuificam moralmente o que pregam. (Leia sobre isto neste link: )
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Esqueci do link: http://pensesp.blogspot.com/2010/11/chico-propria-pureza.html
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Obrigada estava tão triste com tudo isso.mas ainda bem que existem espíritas…e graças a Deus espíritas…gratidão a você querida muita luz 😍
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Olá Dora, que texto oportuno e feliz. A argumentação foi serena e firme, além de bem fundamentada. Também mostrou os limites que temos sobre o tema, exigindo esforços de pesquisa, em lugar de espera do milagre. Gostaria apenas de ressaltar que é importante manter essa serenidade frente a questões tão delicadas. Lutemos contra o cisma e em favor da partilha do esclarecimento. Precisamos ser pacientes e caridosos com aquilo que outros não compreenderam e sermos humildes em relação ao que nós mesmos não compreendemos.
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Todos podem se expressar de uma maneira que pode não ser exatamente o que queria dizer , principalmente quando ao vivo e cercado de Admiração , a pessoa intrevistada tem um horário é às vezes esquece que alguns segundos de silêncio antes de responder perguntas pode ajudar ao cérebro .Ainda mais se referindo a uma pessoa como Divaldo com a idade possui e seus problemas de saúde e acostumou seu cérebro a serviços da mediunidade por +/- 70 anos .
Basta comparar a profissionais que por exemplo só sabem falar de suas profissões. Se perguntarem alguma coisa diferente que seja e houver pessoas acreditando muito nesses profissionais ; com certeza vai sair coisas mal feitas na fala ou escrita .
Até vcs mesmos ao publicarem suas matérias podem ser falhos .
Por exemplo : Citaram Jesus como a fiel balança do critério das coisas , mas muitas passagens de Jesus só São boas porque os estudiosos aliaram o amor de Jesus às lógicas de suas passagens , se Jesus fosse tomado como um homem comum , como seria essa lógica?
Acredito que nossos ícones do espiritismo poderiam ter a chance de se defenderem se pessoas responsáveis como vocês pudessem visita lo e pedir que fizesse novos pronunciamento , isso seria muito bom para esses ícones principalmente pelo respeito a idade deles ou pelo valor de seus trabalhos .
Se a maneira correta até mesmo dentro de uma casa espírita é antes de anunciar que um palestrante fez ” bobagens ” é ir ter com ele um diálogo , e fazer o entendimento correto chegar ao público .Temos que dar exemplos quando estamos com a missão de divulgação , mas precisamos do amor e diálogo do público
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Parabéns André pela sabedoria!!
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Concordo plenamente com o André Luiz Alberto Moore. O diálogo deve estar presente em todas as nossas atitudes.
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parabéns André Luiz Alberto Moore . ótima colocação. abçssssssss
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André perfeita elucidação.
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Muito oportuna suas colocaçoes companheiro Andre. Parabens.
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Excelente e esclarecedor texto! O disseminarei com meus contatos. Parabéns pelo trabalho lúcido e responsável que vcs realizam.
Gostaria, se possível, de maiores argumentações sobre o trecho abaixo citado:
“Uma ideia discriminatória e falsa. Promove a intolerância religiosa e simplesmente não tem nada a ver. Por que judeus e muçulmanos estariam preocupados conosco? Em suma, uma fantasia de mau gosto.”
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Oi Orestes. É uma referência a esse conteúdo divulgado pela Mansão do Caminho:
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Bizarro!
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nossa…um absurdo…
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Cara Professora Dora, o entendimento de seu texto leva-nos mais uma vez à reflexão do que os “homens” estão fazendo com o futuro do Espiritismo. Mas esse futuro chegou, e de fato, como assinalou Kardec em seus textos pessoais levados ao conhecimento do público em Obras Póstumas, “…paralelo ao Espiritismo se formariam muitas seitas”. E isto já existe! A questão proposta está na raiz, na estrutura de um movimento personalista, e que há muito deixou de ser espirita, encontrando este apenas certas localidades restritas. Tornar a Doutrina Filosófica e Científica, em uma religião cristã, excluiu até os não-cristãos de serem espíritas, o que Allan Kardec não desejava. E está aí o resultado, sacerdotes e pastores travestidos de médiuns e de espíritas, um Vaticano (FEB), Arquidioceses (Federativas) e paróquias (centros espíritas). Não há produções acadêmicas nestes Congressos porque não se discutem ideias, e sim o lugar do falso saber, por este ou aquele ser médium ou ocupar tal função profissional, como Juiz, ou Médico, ou Psicólogo, enfim… O movimento segue homens, e o lugar os homens é o do saber é relativo, eivado de crenças e opiniões pessoais. Se dispor a ir em direção ao “lugar a saber”, em verdade, são poucos que ousam admitir que nada sabem, faltando com isto o exercício da Humildade. E relembrando Kant, “Ouse saber, ouse pensar!” E isso não existe no movimento personalista e quem não se enquadrar às normas do “lugar do falso saber” é banido, marginalizado, excluído. Ainda bem, pois o lugar do Homem que pensa é, justamente, o lugar do “a saber”… Gratidão por sua reflexão!
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Perfeito! Concordo absolutamente.
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Excelente análise e crítica. Às vezes somos seduzidos pelos aplausos e nossa vaidade pode nos cegar! !! Este texto precisa receber ampla divulgação. Grata !!!
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Admiradora que sou do movimento espírita, andava bem desapontada com o que lia, via e ouvia. Espíritas progressistas existem e resolveram mostrar a cara! Que grande notícia!
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Também fiquei chocado ao receber o video em questão , em um grupo de WhatsApp de amigos espíritas. O que fiz foi entrar no site da Mansão do Caminho e deixar uma mensagem para o o Sr. Divaldo, pedindo que ele me tirasse algumas dúvidas, como a associação da “Ideologia Gênero” a Karl Marx. Ainda não obtive resposta.
Esse texto me traz um alívio muito grande: Não estou sozinho no meu espanto com as palavras do nosso querido Divaldo.
Que Deus o ilumine e ele encontre alguém de sua confiança e que conheça o assunto que ele abordou no video, para conversarem e tirarem conclusões.
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Antes de ler esse artigo, já estava muito triste com o apoio do Divaldo Franco à ração humana do Dória.
Mais uma decepção. Virão outras certamente.
Aprendi quando comecei os estudos espíritas que é para questionar sobre tudo o que duvidamos. Esse Divaldo, na minha opinião, não merece crédito. Ele não representa o pensamento da doutrina espírita
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As coisas nem são brancas e nem são pretas. Existe uma enormidade de tons entre a esses extremos. Divaldo como Haroldo são grandes estudiosos e divulgadores da Doutrina Espírita. Não devemos tirar-lhes o mérito. Entretanto com relação a questões políticas eles podem ter suas próprias opiniões como temos as nossas. Só não podem colocá-las como se fosse o pensamento da Doutrina Espírita. Aí está o erro.
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Olá pessoal, em Janeiro deste ano Divaldo esteve aqui em Fortaleza, assisti à sua palestra e fiquei bastante incomodado. Primeiro que me aproximei da doutrina há apenas 1 ano e ainda estou estudando os princípios, porém já havia percebido uma certa inclinação à direita, com tons conservadores e reacionários em algumas palestras. Segundo que foi na palestra de Divaldo que a ficha caiu, o espiritismo brasileiro é mais religião que doutrina, e a maioria dos adeptos são de classe média (vi no IBGE), a mesma classe média conservadora que apoiou o golpe no Brasil. Assim, iniciei um debate com amigos espiritas a cerca da posição política ideológica frente ao que está acontecendo. meu objetivo é montar um debate para que as mascaras caiam, se Divaldo defende idéias dele sobre politica e economia, então abre para que todos os façam, às claras, sem se esconder no mantra que a espiritualidade não mexe com isso. vamos pro debate em todos os lugares.
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Muito bom artigo! Assisti o trecho polêmico, e a única questão é que ele diz que “surgiu com Marx”, o que desconheço se é verdade ou não.
Vou compartilhar e peço a todos que o façam.
Vejam o comentário de um não-espírita sobre o vídeo com o trecho debatido, no Youtube:
“Eu já achava essa doutrina espírita um engodo, depois desse vídeo pude ver que tinha razão.
Esse cidadão falou que Moro não fez um show pirotécnico?
Quando vejo o espiritismo se basear na Bíblia vejo a falta de credibilidade dessa versão fantasiosa do ser humano.”
Alguém lembra que Kardec fala, na Revista Espírita, sobre a importância da impressão a ser causada nos indiferentes?
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Achei bem alinhada com Freire. Gostaria de mais citações de Allan Kardec e do pentateuco espirita. Acabou falando o mesmo más com viés partidário contrário, saudável, só que extremista esquerdista.
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Caro Ailton: Não vi extremismo no texto. Ser contra a distribuição aos mais pobres, de uma ração que não dariamos aos nossos filhos, é ser extremista ou ser justo? Apontar o partidarismo e a seletividade da justiça, que é factual, é ser extremista ou ser justo ? Desfazer um equívoco do palestrante, no caso, sobre uma ideologia que nem existe e ainda por cima associando-a ao pensamento de um filósofo, concordemos com ele ou não, é extremismo ?
Como o texto diz, estamos vivendo um momento de muita divisão em nosso país. Espero que minha resposta não seja levada para o lado pessoal. Somos todos brasileiros e precisamos mais do que nunca de união. Uma discussão, quando levada a sério, não tem vencedores nem derrotados, todos ganham conhecimento, o que é fundamental para a evolução individual e coletiva.
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Boa tarde a todos, sou um homem trans e vim esclarecer uma informação que foi dada errada sobre os acompanhamentos de pessoas Transexuais.
Nos EUA, assim como em qualquer outra parte do planeta, é proibida cirurgias de redesignação sexual em menores de 18 anos. O que temos nos EUA é o Bloqueio hormonal. Quando uma criança já demonstra que seu gênero não é o que foi designado no nascimento, e perdura essa sua identificação até os 12 anos em se reconhecer no gênero oposto ao gênero designado a partir de um genital, essa criança que já vem sendo acompanhada por especialistas, tem o direito de bloquear os seus hormônios naturais que são eles que dão características femininas ou masculinas no corpo humano.
Em que isso ajuda? Para nós, pessoas transexuais ( homens e mulheres) quando o corpo começa a se modificar com a ação dos hormônios, começa tbm o nosso sofrimento não não nos reconhecermos naquelas mudanças. O Bloqueio hormonal, ajuda a chegar até a maioridade tendo o direito de decidirmos por nós mesmos, nossas mudanças. E tbm ajuda a evitar cirurgias que aconteceriam caso o corpo já estivesse modificado hormonalmente. Além disso, tbm ajuda na saúde mental, por evitar sofrimento com as mudanças. Essa é uma visão da parte em que nos afeta em Saúde, que como a OMS define;“um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afeções e enfermidades”
De acordo com o direito, nós temos direito a nossa identidade, a nossa sexualidade, a nossa privacidade, a nossa liberdade. e tudo isso tbm está atrelado a nossa identidade de gênero que não pode ser imposta se ela não for percebida, isso se caracteriza-se como violência.
E ao nos negar o direito de sermos quem somos, e não aceitar que a construção social homem e mulher a partir de um genital não contempla a todos, a Cisgeneridade faz com que as pessoas Trans vivam com diversos direitos excluídos, nos relegando a Estado de exceção.
Como, nossa CF/88 está construida na dignidade da pessoa humana, não podemos ser privados de nossa identidade e de nossos direitos, mesmo sendo uma minoria das minorias, no Art.3, IV, da CF/88, há vedação a qualquer tipo de preconceito.
Então, só retificando novamente uma informação que foi dada errada, Não existe em nenhuma parte do mundo, cirurgias de redesignação sexual em crianças.
E aqui no Brasil a fila ultrapassa 20 anos para a realização, o que leva muitas pessoas trans ao suicídio.
E lembrando que a nossa média de vida no Brasil é de 35 anos, enquanto a média das pessoas Cisgêneras ( todos vcs que se identificam com o gênero, a identidade e o sexo jurídico que lhes foi designado no nascimento) é de 73 anos.
Outro dado importante é que 90% da populaçao de mulheres transexuais e das travestis estão na prostituição, devido as violências sofridas em casa ocasionando expulsões, na escola tais como agressões físicas e estupros que ocasionam desistência ou abandono escolar e no mercado de trabalho que não acolhe pessoas trans.
O brasil é o país que mais mata pessoas trans no planeta, o segundo lugar ( México ) mata menos 200% que o Brasil.
Já passou da hora de pessoas Cis se indignarem com nossas mortes.
Diga Não a transfobia.
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Tudo me é lícito mas nem tudo me convém. Paulo de Tarso.
Eu não tenho opinião formada sobre todos os assuntos abordados no artigo acima, porém eu acredito que as críticas baseados em fatos e evidências podem ser explicitadas, sempre com bom senso e não desrespeitando o criticado.
No nosso estágio atual não conhecemos todas as verdades, e as mudanças para o terceiro milênio requer de cada cristão bom senso e parcimônia, pois apesar de discordâncias ideológicas e religiosas, não devemos gastar nossas melhores energias em discussões para ver quem está certo ou errado.
A espiritualidade superior trabalha com diversos grupos dentro da soidedafe e das religiões para ajudar no processo de melhoria interior de cada ser.
Vamos nos unir no que nos converge e deixar que as nossas opiniões pessoais ou de determinados grupos não prejudique o trabalho traçado por Cristo para a renovacão e redenção do ser.
Esta é também a minha singela opinião.
Um forte abraço.
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👏👏👏👏
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Precisamos estudar mais a Codificação e compreender os textos trazidos pelos Espíritos Superiores sem interpretações equivocadas por quem lê e passa . Todo Espírito ao reencarnar traz em si aprendizados e muito a lapidar . Aos pais cabe a missão de auxiliar esse Ser que chega . Não devemos ter falsas posturas , idolatrias e muito menos colocar sob o Espírito, fase da infância , por exemplo , perspectivas e sobre cargas como se esse fosse um Espírito melhor do que os demais , cada um de nós vem com suas tarefas a cumprir de acordo com seu grau de evolução desenvolvido ao longo de suas experiências. Criança cristal , índigo ou seja qual a nomenclatura que colocarmos se não for acompanhada, educada , disciplina com educação e amor poderá vir a tornar-se um ditador cruel e sanguinário. O que anda faltando por alguns espíritas ou que usam a Doutrina para promover-se é falta de estudo e, principalmente , prática dos ensinamentos passados por Jesus, ensinamentos esses que são enfatizados e muito bem explicados nas obras da Codificação , principalmente, no Evangelho Segundo o Espiritismo . Divaldo Pereira Franco é um médium sério e , com certeza , traz muitas informações que ajudam a todos que desejam trabalhar com equilíbrio , disciplina e responsabilidade , precisamos estar atentos ao que é colocado tendo por fim trazer tumulto e incertezas . Allan Kardec , obra Viagem Espírita 1862 , em um dos capítulos coloca que os maiores opositores do Espiritismo são os ditos espíritas que usam a Doutrina para promover-se ou criar polêmicas para aparecer. Orai e vigia, isso é , orar para não deixar – se envolver por situações obscuras e receber o auxílio da Espiritualidade Maior ; vigiar os próprios pensamentos para não estar em desalinho e sintonia com o mal , o egoísmo e a vaidade , existente em si próprio . Doutrina dos Espíritos é trabalho , lapidação do Espirito com seriedade e maturidade espiritual , intelectual e moral . Não é para discussões inúteis e não serve de holofote para ninguém . Mediunidade é “ferramenta que requer seriedade e maturidade” , o médium que deixa -se envolver pelos holofotes da vaidade é alvo fácil de obsessões profundas . Cada qual segundo suas obras .
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Divaldo não deve ter lido uma linha sobre Marx, poderia no mínimo ler Marx em Herculano Pires em seu livro chamado Os Filósofos mas com certeza não leu e cá entre nós Marx escreveu mais de vinte obras. A sua tese de de doutorado foi a comparação do pensamento de Epicuro e Demócrito ainda assim recomendo A palestra do Professor Alysson Leandro Mascaro no curso de livre de Marx – Engels da Editora Boi Tempo sobre três obras de Marx Crítica da filosofia do direito de Hegel, O 18 de brumário de Luís Bonaparte e o Socialismo Jurídico( (Engels e Karl Kautsky). Mas não podemos esquecer com diz Alysson que o marco referencial do pensamento de Marx é sua ultima obra O Capital. Lançar o pensamento de Marx solto assim e ouvir aplausos da platéia chega a dar nausea. E não que você tenha que concordar com Marx, mas ler é fundamental. Divaldo opina em tudo mas tem coisas que ele desconhece seria melhor não dizer nada. Fabio Olho. Excelente Crítica Dora parabéns.
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Muito boa sua matéria, esta de parabéns! Você disse exatamente o que estava pensando, principalmente com relação ao nosso irmão Divaldo. Espero que sempre tenha critério em suas matérias com base em Kardec e consciência do nosso mestre Jesus.
Obrigado
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Concordo integralmente com a matéria. Em números, graus e gêneros.
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Eu estou chocada com os julgamentos a pessoa do Divaldo. Também quando vi o vídeo, eu percebi que naquele momento ele não soube se expressar abrindo brechas para várias especulações. E jamais ele poderia imaginar que sua fala causaria tamanha repercussão. A espiritualidade age exatamente onde tem que agir. Não foi por acaso que esse assunto veio a tona. Acreditam que Joanna naquele momento, não estaria a par de todas aquelas informações? Acreditam mesmo e querem levar ao pé da letra, o que fora dito? O assunto vem a tona para abrir os olhos de todos nós… Para que juntos possamos amadurecer a respeito do tema, mas sem julgamentos pessoais e críticas desrespeitosas. No Facebook isso tá gerando grandes afirmações infelizes. E quem somos nós, espíritas, ou não, para julgar a pessoa de Divaldo ou qualquer outro irmão, de maneira tão pequena? Temos que ser críticos, porém temos mais ainda que desenvolver o amor ao próximo.
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É isso aí!!! Não temos as obras dele para julgarmos e condenarmos. Um dia, quando tivermos adotado mais de 600 crianças e feito tudo o que ele fez, aí sim, poderemos julga-lo.
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O fato de Divaldo estar fazendo um trabalho grandioso no campo da caridade material e moral, bem como da divulgação da doutrina Espírita (não há encarnado que tenha feita trabalho similar), o exime de avaliações quanto ao que propala.
Se ao deixarmos de avaliar qualquer citação de Divaldo , Haroldo, Anete, Simão Pedro, Décio etc. somente pelo fato de terem o trabalho que têm, estarei desconsiderando as orientações de Allan Kardec na codificação espírita que nos remete à avaliação constante e racional do ouvimos e aprendemos. Devemos ter cuidado com a credulidade.
Concordo que há exageros e desrespeitos nos posicionamentos de alguns, mas nesta página não faz a isto.
Agora, se Divaldo e Haroldo não querem ser contestados da forma que estão sendo, deveriam ter o devido cuidado nas suas colocações. Se forem falar de opinião pessoal, que avisem que não estão falando em nome da Doutrina Espírita, e sim o quem ACHAM.
Este é um caso exemplar de aprendizado para todos nós que fazemos qualquer tipo de divulgação espírita. Tenhamos coerência doutrinária em tudo!
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Recomendo que procurem o vídeo sobre “falácia ad hominem” do professor Tulio Vianna, ou qualquer outra sobre o assunto.
Não tendo praticamente nada a acrescentar ao que o Orestes disse, só complemento com um exemplo: se Hitler disser que 2+2 = 4 ele está certo; se Jesus disser que 2+2 = 5, ele está errado!
Não importa quem seja ou o que faça, seus argumentos podem e devem ser analisados “com o mais imperturbável sangue frio”, usando uma frase de Kardec em outro contexto, mas perfeitamente aplicável aqui (se quiser, trago onde ele coloca isso).
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Sou espirita Kardecista e discordo TOTALMENTE do que Divaldo disse!
Ele enquanto pessoa tem o direito de acreditar no que falou mas enquanto médium e, principalmente figura pública e formador de opinião, deveria ter-se mantido, pelo menos, neutro.
Não é possível que ele esteja concordando com o que está acontecendo no país desde meados de 2013. Não é possível que ele concorde com os métodos que vêm sendo utilizados para demonizar, prejudicar e inviabilizar a candidatura de uma só pessoa, sem a existência de uma só prova CABAL e IRREFUTÁVEL.
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Concordo e me entristeço com os preconceitos de todos os tipos divulgados por pessoas que deveriam divulgar a doutrina espírita que é baseada nos ensinamentos de amor ao próximo que Jesus nos ensinou. Assim como o”endeusamento” de seres humanos. Somos todos imperfeitos e falíveis. Vejo algumas pessoas idosas e trabalhadores na doutrina se confundindo. Nós é que devíamos discernir. Também sou idosa e posso falar, pois passo pelas dificuldades de qualquer idoso. Que Jesus nos ampare e nos ajude a ter discernimento.
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Gostei do texto. O nosso irmão deveria ter falado na entrevista que se tratava de uma opinião DELE, não do Espiritismo, que entende que as pessoas têm cada uma a sua evolução, e todos vamos cedo ou tarde melhorar nosso espírito. Mas vocês não falaram que o Haroldo não disse nada sobre o tema, creio que por ética profissional, mas acredito que se ele concordasse com Divaldo, teria falado alguma coisa. Parabéns pela coragem de enfrentar esse tema difícil.
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Perfeito!
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Olá.
Sou a favor de polêmicas dentro dos limites do respeito. Acho que nosso movimento bem poderia ter mais delas, pois podem ser educativas. Infelizmente, a lógica das redes não favorece a serenidade e isso requer algumas cautelas.
Porém, com o devido respeito ao excelente trabalho da ABPE, acho que neste caso específico ela peca. A menção à Lava-jato acaba dividindo mais do que o que realmente, a meu modesto ver, deveria contar: a mistura de teorias conspiratórias (“marxismo cultural”, “ideologia de gênero”) com a doutrina. E ao dizer da “evidente parcialidade de Moro etc.”, visível às pessoas “esclarecidas”, deixa entrever um posicionamento claro nessa polêmica específica. Não seria mais prudente reconhecer que há pessoas esclarecidas de ambos os lados, que há controvérsia e que nem por isso deixam de ser “progressistas”? Tal como está, o texto facilmente parece aos exaltados uma defesa disfarçada de um dos lados — e traz para o debate toda a carga de animosidades que infecta o atual debate político. Uma coisa é debater doutrina, outra é debater uma megaquestão política, judicial e policial. Contrabandear uma para a outra é repetir o erro de Divaldo pelo lado avesso, e atiçar mais os ânimos.
Que haja mais debates, sempre. Espero que deles nasça a luz.
Um abraço,
Rodrigo.
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Kardec frisava a necessidade de não aceitar como verdade nada do que fosse dito e/ou escrito sem antes passar pelo crivo da razão; e isto é a base de estudos criteriosos. Jesus exemplificava amor, a ausência de julgamentos, e respeitava a todos (personificação do ser de bem). Posturas discriminatórias ou produtoras de ódio negam, por si só, qualquer sentimento de religiosidade e a condição empática. Reflitamos e reconheçamos como legítimos apenas os discursos fundamentados na isonomia e na proposta de uma sociedade fraterna.
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Parabéns pela coragem. Sou psicóloga e fiquei decepcionada com a fala do Divaldo e do Haroldo. De fato há pouquíssimo conhecimento fundamentado e há um discurso segregador, patologizante e político partidário. Já fui muito criticada por discordar abertamente das posições de pessoas que são idolatradas no meio espírita, O que é lamentável, pois os espíritas deveriam se prevalecer do estudo e da pesquisa, uma vez que a fascinação a idéias e pessoas bem de encontro aos reais fundamentos do Espiritismo. Obrigada pela postagem. Compartilhei com muita gente.
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Começo apontando o fato que Divaldo começa sua resposta dizendo que Haroldo em uma entrevista que está no Youtube (HAROLDO DUTRA DIAS IDEOLOGIA DE GÊNERO NA ÓTICA ESPIRITA & JURÍDICA) trata muito bem o assunto e concordo com ele. Demonstra que ele já não tinha firmeza para responder a pergunta que a ele foi dirigida. Vejo que o texto de Dora trata muito bem os assuntos que foram abordados de forma infeliz pelo nosso querido Divaldo. Pois trechos de sua resposta correm pelo whatsapp e ele é um grande formador de opinião e naquele momento estava usando a tribuna espírita. De forma alguma o texto acima desabona o grande expositor espírita e trabalhador da Seara de Jesus que é Divaldo. Mas não devemos Idolatrar nem espírito desencarnado ou encarnado tão bem tratado no Livro dos Médiuns por nosso querido Allan Kardec. Estudemos nossa doutrina e pratiquemos seus ensinamentos. Nesse momento de tantas conturbações que são necessárias para nossa evolução como espíritas e espíritos vou usar um texto sábio do espirito Andre Luiz, do livro Conduta Espirita pelas mãos de Waldo Vieira e que se torna um alerta para não perdemos a mão com nossa conduta diante de nossos irmãos de fé ou não.
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NOS EMBATES POLÍTICOS
Situar em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas
cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o Senhor.
Só o Espírito possui eternidade.
Distanciar-se do partidarismo extremado.
Paixão em campo, sombra em torno.
Em nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de
propaganda política, nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade.
O despistamento favorece a dominação do mal.
Cumprir os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos
eletivos, segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas
do fanatismo de grei.
O discernimento é caminho para o acerto.
Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem
defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de
votos ou solidariedade a partidos e candidatos.
O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.
Não comerciar com o voto dos companheiros de Ideal, sobre quem a sua palavra ou
cooperação possam exercer alguma influência.
A fé nunca será produto para o mercado humano.
Por nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com
responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim
de que se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.
Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego
da crítica.
Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições
doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.
A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política
humana.
“Nenhum servo pode servir a dois senhores.” — Jesus. (LUCAS, 16:13.)
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Penso que nós, espíritas, deveríamos exemplificar mais e falar menos.
Todos temos direito à opiniões que podem não agradar alguns.
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Dora,
Há algum tempo venho questionando alguns comentários personalista proferido por Divaldo Franco, inclusive um que ele conta que espiritos trevosos estiveram conversando com ele o ameaçando e ameaçando os espíritas. Sobre este comentário pensei: – Deus, que necessidade há dele fazer esse comentário numa palestra? Isso pode gerar um pavor para muitos espíritas!
Quando li o seu texto fiquei feliz em saber que não só eu questiono sobre algumas falas que considero desnecessárias e outras sem base.
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Olá pessoal. Dora faz referência a um desenho animado… Alguém sabe aonde posso encontrá-lo? Gostaria de usar como material para debate em grupos de jovens espíritas, penso que seria interessante para discutir os desafios de movimentos espíritas. Então, se alguém souber aonde posso ter acesso ao referido desenho, agradecia muito. Gabriel (Juiz de Fora-MG)
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Eu estava presente neste congresso e bem me lembro que houve tb uma pergunta sobre a união homoafetiva e a adoção de crianças por casais homoafetivos. Divaldo amorosamente disse que tanto entre casal hetero quanto em casal homo é preciso ter respeito e fidelidade. O que é errado é a promiscuidade, independente do tipo de casal. Tb disse que é muito louvável a adoção, pois que há crianças que precisam de um lar amoroso. Certamente ele está sendo mal interpretado nesta fala sobre ideologia de gênero. E os mais invigilantes estão sendo instrumentos de desordem e caos.
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Excelente texto. Muito decepcionante a posição do Divaldo. Só não fico mais decepcionada porque já vi o Chico Xavier defendendo a ditadura.
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Chico Xavier também fez o mesmo com relação ao Collor. Lembro bem.
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Acho que o Divaldo fez o que todos nós espirtas devemos fazer: expressar nossa opinião. Temos de ter coragem e falar o que sabemos ser o certo até agora, se depois houver provas ao contrário podemos mudar de opinião. Mas hoje IDEOLOGIA DE GÊNERO para crianças é absurdo.
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Uma analise seria e bom senso.
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Ufa!
Agradeço pelo texto.
Como historiador, quero lembrar que o movimento espírita entra no Brasil pelos “grupos franceses”, que discutiam também a república e a abolição.
Como psicólogo e acadêmico, lamento imensamente pronunciamentos tão desavisados de importantes arautos do espiritismo.
Fui algumas vezes consultor do MEC e não há os tais livros dos quais se fala.
Sugiro bom senso. Não existe kit gay, como falam setores reacionários de nossa sociedade.
Estejamos atentos!
Lamento os posicionamentos políticos atreladas à doutrina, na história da humanidade, sempre que a religião se atrelou com a política “deu ruim”, como dizem nossos adolescentes!
Sugiro cautela!
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Estou vendo aqui, infelizmente, muita política de esquerda e pouca doutrina.
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Dora, sinto-me bem representado em seu texto ao abordar com espírito crítico e reflexivo as falas de Divaldo e Haroldo. A desinformação e incoerência em relação ao tema “ideologia de gênero”, faz doer os ouvidos… Precisamos nos acostumar com o clima de diálogo, debate, pesquisa, comparação de idéias e reflexões ponderadas. O método de Kardec evidencia este caminho. Todas as respostas solicitam embasamento teórico. Vamos dar um passo à frente, retornando ao princípio. Sair do endeusamento das lideranças do movimento e entrar na era do ser lúcido, construído na liberdade de pensamento, do diálogo e da coerência.
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Foi literalmente lamentável o posicionamento de Divaldo Franco…e foi exatamente o que afastou minha esposa e eu dos centros espíritas de minha cidade: Opiniões absurdas sem respeito ou base critica consciente. Hoje, ao ler sobre este esclarecimento fico um pouco mais aliviado por saber que pessoas sérias e preocupadas com a codificação por Kardec se propõem a FALAR!!! Quando falamos no centro que frequentávamos – minha esposa e eu – nos disseram que NÃO ENTENDÍAMOS sobre os ensinamentos do espiritismo e apoiávamos essa pouca vergonha LGBT. Nossos amigos sentiram-se desamparados e confusos…pois procuravam respostas e acolhimento que havíamos oferecido. E acabou sendo mais um pesadelo do que um refúgio!!! Estamos em preces conjuntas para que o Plano Espiritual possa agir com sua influência em todo Brasil trazendo a verdade sobre o ocorrido através de comunicações constantes…onde todos possam ser orientados e chamados a verdade que Cristo nos ensinou: Amar ao próximo…amar e amar!!! A falta de amor causa o que vimos.
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Tb tem a mesma opinião. Idso é ir totalmente contra aos ensinamentos dessa limda Doutrina, q tanto segue os de Jesus. Q é termos como modelo e guia.
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Frequento Casas Espíritas e já me ajudaram muito! Mas concordo que em algumas coisas estão sendo retrógados e conservadores. Acredito em Jesus! Mas não sou cristão no sentido religioso!
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Então precisamos promover mais discursões , palestras , congressos, pesquisas, etc… quem toma a frente destas necessidades ? O ser racional necessita de conhecimentos para discernir. Os espíritas na sua maioria são acomodados.
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Bom dia,
Nunca me interessei pelas leituras e palestras do Divaldo.
Sempre retoricas e almofadinha.
Mas o que incentivou meu desinteresse pelas suas ideias, foi qdo li um artigo dele publicado num centro espirita , remendando a nao adocao de criancas pelos homossexuais.
Com todo o respeito: vai ser preconceituoso e anti caridoso la na conchinchina!!!!!!
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Lucidez não se mistura com crendices rasas, a pressa em tudo responder de forma absoluta traz embaraços desnecessários e acaba formando preguiçosos. Perfeita, concisa e esclarecedora análise dissertada aqui acerca do que tem se tornado o kardecismo arrebalde de alguns líderes despreparados, ora incautos e ingénuos, ora astutos e manipuladores. Parabéns pela análise!
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Concordo plenamente gostaria de receber mais explicações como está!!!
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Acho que ninguém precisa se escandalizar com Divaldo, muito menos ‘encerrar’ a carreira dele com afirmações do tipo “ele agora é um propagador de ódio”. Talvez seja o momento dos espíritas fazerem uma crítica sobre si mesmos: será que temos mesmo a retidão que achamos ter? Será que o nosso orgulho não nos tem impedido de ver que somos humanos passíveis de erro? Nem Divaldo, nem nenhum espírita é santo. Não temos uma imaculada imagem a zelar, que não possamos errar. O erro faz parte do aprendizado, bem como o acolhimento de todos. Se precisamos defender que existam “espíritas progressistas”, então já estamos no caminho errado. Voltem às obras de Kardec, retornem aos ensinamentos de Jesus. Não entendo como a máxima “Fora da caridade não há salvação” possa ser afirmada fora de si mesma, com divisões, dissensões, progressistas e conservadores, maus e bons. Em outra entrevista, Divaldo fala dos vários espíritos que se apresentaram a ele para falar que estariam empenhados em nos testar pelos anos vindouros para que sucumbamos às tentações e ao ódio. E acrescento, à desinformação. Espiritismo exige dedicação, leitura, informação e acima de tudo caridade, este amor em ação. Hoje, mais do que nunca, precisamos estar atentos não para sermos hábeis em enxergar o mau no outro, e sim acrediar que podemos enxergar o amor no outro com os olhos generosos de cada um de nós. Sem isso, não haverá esperança de um mundo melhor.
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Nunca me senti a vontade ouvindo Divaldo, ele me lembra um réptil. Tenho a sensação que dele escorrem fluídos viscosos que contaminam. Nunca consegui ler um livro seu, algo me impede de contaminar meu espírito. Sua vós mansa me causa aflição. É após ler tudo que ele falou, vi que nunca me enganei em relação a ele. Me afastei muito do espiritismo pela elitizacao da doutrina e dos doutrinadores. No centro onde trabalhei por muitos anos, via uma clara diferença no tratamento entre os humildes e os ricos. Me afastei por ver que ali não era mais o lugar de acolhimento dos que sofriam com dores da alma. Divaldo não representa tudo que aprendi sobre amor ao próximo. Suas declarações foram quase uma apologia ao extermínio dos que não se enquadram nos moldes da família tradicional brasileira. Não acredito que seja por ignorância é por maldade mesmo. Ele é mau.
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Tenho um certo problema com esse movimento espírita atual desde a época da minha mocidade. Não à toa, eu sempre entrei em conflitos com eles, pois são retrógrados e preconceituosos.
Ninguém se lembra que Jesus andava com os marginalizados, tampouco do que Kardec declarou, que nossa doutrina deveria andar lado a lado com a ciência. Aqui, estamos indo de mal a pior e ouvir algumas palestras me dá vontade de nunca mais voltar.
Nunca deixarei de ser espírita, mas precisamos de renovação. Uma renovação progressista, pautada na empatia, na caridade e no respeito ao próximo.
Do contrário, vamos ficar como aquela passagem onde Jesus diz que nem todos os que dizem “Senhor, Senhor” etc.
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Gostei muito do discurso porém como todo ponto de vista que defendemos,teve um pouco de radicalismo mais quem não os tem quando defende o que acredita.Que a paz de nosso mestre Jesus esteja com vocês, paZ e luz
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