Desumanização no movimento espírita

Atzinas-11

O assunto é pesado, mas não podemos nos omitir em tecer algumas reflexões em torno de um episódio ocorrido dias atrás na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Chequei a informação em diversas fontes, antes escrever esse texto. Resumindo, para quem não soube ou não leu nas redes sociais, um companheiro espírita, Claudio Arouca, ficou desaparecido mais de 48 horas e a última notícia que se tinha dele era de que ele estava na FEESP. A família, depois de algumas horas do desaparecimento, desesperada, procurou a instituição e, pelo que narraram, não foi acolhida, não lhe foram fornecidas as gravações das câmeras e ninguém procurou pelo desaparecido. Apenas 48 horas depois, receberam da própria FEESP um telefonema dizendo que o corpo tinha sido encontrado no banheiro. Mas nem assim, foram melhor tratados. Não puderam ter acesso imediato ao familiar que havia morrido de um enfarte, porque estava havendo uma festa na Federação.

Só depois de muitas horas, o corpo já em putrefação, de que não puderam fazer nem velório, foi retirado. Além de todo surrealismo da situação, ainda foram destratados pela diretoria.

Esse episódio não me surpreende porque há muito que a FEESP é uma instituição onde a briga por cargos e poder já levou até a polícia lá para dentro, onde a impessoalidade é a tônica da uma instituição que cresceu tanto que perdeu o o caráter de acolhimento humano – o que se revela no extremo de uma situação como essa, que aqui comentamos.

O problema é que a desumanização de instituições espíritas tem sido um sintoma muito grave de parte do movimento.

Sem dúvida que esse movimento reflete um cenário do mundo pós-moderno, hipercapitalista, em que o ser humano está cada vez mais perdendo as referências de ser humano. Justamente na semana desse acontecido, havia lido uma reportagem pavorosa no El País, em que se conta de pessoas que têm sido encontradas mortas há 3, 4, 5 anos na Espanha, mumificadas pelo clima seco e de que ninguém deu pela falta delas. Nenhum contato na vizinhança, pessoas sem familiares, sozinhas, solitárias, abandonadas.

Há algo mais estarrecedoramente desumano e triste do que essa morte sem nenhum afeto, sem nenhuma presença, sem nenhum cuidado?

E, de repente, vemos um fato como esse do companheiro Claudio Arouca (que os Espíritos bons cuidem dele como devem estar cuidando!), ocorrer dentro de uma instituição que se diz espírita!

Cabe-nos, portanto, questionarmos o que estamos fazendo enquanto movimento para nos diferenciarmos e resistirmos a essas tendências do mundo pós-moderno, em que o ser humano nada vale e não é notado olhos nos olhos e respeitado enquanto pessoa?

Kardec achava que os melhores centros espíritas (e isso está no Livro dos Médiuns) são centros pequenos, familiares, onde todos se conhecem e se gostam, pensam de forma afinada, estejam em sintonia afetiva e espiritual. Ora, no Brasil, há centros que viraram Igrejas, frequentados por multidões, impessoais – tem até alguns com catraca eletrônica – onde não há nenhum aconchego, nenhum olho no olho e se alguém que, mesmo frequentando a instituição há anos, tiver um comportamento fora da regra, é reenviado ao atendimento fraterno e se reincidente, expulso sem compaixão.

Claro que nada disso tem a ver com princípios como fraternidade, amor ao próximo, caridade ou o que se queira evocar. São centros em que a burocracia tomou o lugar da relação humana e afetiva. Ora, é evidente que num contexto desses, os Espíritos superiores não podem atuar.

É que se observa nesse caso da FEESP. Das pessoas que foram contactadas pela família (não sei quantas foram), por que não houve nenhuma que sentiu qualquer inspiração que o desaparecido estivesse ali na casa? Os Espíritos amigos do desencarnado e da família não tiveram a mínima brecha positiva para inspirar alguém. A desumanidade leva ao endurecimento e ao empedramento da mediunidade.

Tudo muito triste. Mas é necessária uma reação enérgica e vital. Saibamos de novo nos reunir em grupos pequenos, saibamos de novo cultivar amizades sólidas em grupos afins, em que cuidemos uns dos outros, com preocupação e empatia, sintonia e abertura para a inspiração do Alto.

Ainda é tempo de retomarmos o Espiritismo caseiro, onde os Espíritos bons se comunicam, em que todos estudam e participam espontaneamente, sem hierarquias e disputa por cargos. Que o amor despojado seja a tônica das relações entre encarnados e entre encarnados e desencarnados!

 

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136 respostas para Desumanização no movimento espírita

  1. Jaqueline disse:

    Triste demais. Não consigo frequentar nenhum centro. Já tentei. Mas é impessoal. Tudo que foi dito nesta matéria, eu concordo. Prefiro assistir no YouTube as palestras e ler bastante.
    Tudo fora em torno do dinheiro e poder.

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  2. JONAS OZORIO disse:

    Bem, se o artigo foi escrito por um espírita é bom lembrar que “O MAL NÃO MERECE VOMENTÁRIO EM TEMPO ALGUM” É caso de referência para nossa reflexão e não, para promover discordias. Já temos muitas notícias de sensacionalismo nos jornais escritos e falados. Sou da AEE, e nas EAEs aprendemos que amar amigos é muito facil, difícil e aceitar o inimigo. Que as bênçãos deJesus nos envolva hoje e sempre.

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    • Helena Pasini Arouca disse:

      Como não comentar? Claúdio era participativo,,amava a FEESP,passou mal , além de não ser socorrido apodreceu no banheiro enquanto as pessoas curtiam uma festa indiferentes ao desespero dos familiares? Coimo explicamos isso aos filhos??? Precisamos comentar sim para que outras pessoas não sejam enganadas como fomos!
      Parabéns Dora Incontri!!!

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      • Sérgio dos Santos disse:

        Solidarizo-me como trabalhador da FEESP com sua dor e dos familiares.Explicar isto aos menores da família exige realmente muito esforço e atitude.
        Mas me permita agora que os ânimos estão menos exaltados: A Instituição e seus colaboradores não tem responsabilidade direta pelos fatos, Pelas anotações em ficha de atendimento do DEPOE, o Cláudio tinha problemas de saúde que requeriam cuidados especiais, uma acompanhamento mais próximo e isto, fez com que fatalmente ocorresse seu desencarne prematuro e esta ocorrência desastrosa.
        Não houve abandono e negligência criminosa por parte de ninguém, e o laudo dos legistas haverá de comprovar isto, e sim uma falta de atenção mais cautelosa, o que o laudo haverá de comprovar também.
        O que se faz em cima deste fato é sim cruel e pernicioso para a FEESP, porque deflagra uma perseguição sem precedentes, maculando uma Casa que atende aproximadamente 200.000 pessoas por dia, sempre zelosa nesta tarefa.
        Falhamos na atenção que se devia ao fato, mas não por indiferença ou negligência!
        São 66 banheiros e alguns que só são usados por diretores das áreas e limpos alguns somente uma vez por semana, devido ao pouco e irrestrito uso.Se um deles tivesse um problema de saúde e os familiares dessem por sua falta, talvez só saberíamos depois de consultar as imagens os vasculhar os espaços de sua ação e com certeza por último seria
        o banheiro, o que infelizmente já poderia ser tarde, pelo desencarne.
        Foi um fatalismo dolorido para vocês e que tristeza nos causa, o fato de tanto bem querermos aos nossos assistidos, não termos chegado a tempo de mantê-lo vivo e de volta à sua assistência espiritual, cumprindo o maior desiderato desta Casa: o de preservar vidas e com qualidade!
        Jesus os abençoe, ao Cláudio e a todos nós que teremos que conviver com estes fatos!

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      • vinicius disse:

        Sérgio dos Santos não questiono nem mesmo a disponibilização das imagens mas sim que designassem alguém da segurança e alguns voluntários para ajudar a procurar o ente querido e naturalmente saber da fatalidade já na quinta-feira e ao menos a família ter tido feito o velório da forma que lhe conviesse. Precisamos ser voluntários, dentro de nossas limitações é claro, até nestes tristes momentos. Conheço a FEESP, é uma instituição enorme, também sou trabalhador, já ajudei em um monte de tarefas aí, em momentos como estes é melhor esquecer comemorações de 81 anos e ajudar.
        Sei que falar é fácil depois que tudo aconteceu… Mas é aprendizado! Assim como boate kiss, lajes de igrejas que caem etc etc.

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    • Fernando Franco. disse:

      Amar as pessoas afins é fácil, porém para todos nós o desafio é amar aqueles que são inimigos e fazer deles pessoas, que nos compreendam e mais afins de nós, médiuns compreendam a razão da espiritualidade. Ser espírita é saber amar o próximo, seja amigo ou inimigo, portanto dê de graça o que de graças recebeste. Ame o próximo como a ti mesmo, seja ele de que religião for.

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      • vinicius disse:

        Sim, sem dúvidas Fernando, eu até complementaria: amar também os “desconhecidos” , isto é, aqueles que passam por nós e muitas vezes não são nem amigos, nem inimigos…

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    • Samuel Vilar disse:

      Então temos que ser hipócritas e não por o dedo na ferida para nos melhorar? Jesus não entendia nada de evangelho então: “Raça de víboras! Hipócritas! Sepulcros Caiados! tudo isso foi dito por ele. A expulsão dos vendilhões do Templo foi algo sem caridade também? Dá licença, pois em nome da falsa brandura, da falsa moral, da hipocrisia mesmo, varremos o lixo pra debaixo do tapete e continuamos a fingir que as excrescências não existem.

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      • vinicius disse:

        é verdade Samuel Vilar, graças ao silêncio caridoso isso se estende a outros campos de atuação: política por exemplo! Onde já se viu, não questiono nem mesmo a disponibilização das imagens mas sim que designassem alguém da segurança para ajudar a procurar o ente querido e naturalmente saber da fatalidade já na quinta-feira e ao menos a família ter tido feito o velório da forma que lhe conviesse.

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  3. Americo disse:

    Lamentável. Muito triste.

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  4. Waldir Silva disse:

    Quando vemos Jesus no caso da mulher adultera sendo pressionado pra dizer apedreja ou não apedreja, Ele, o sábio dos sábios encontra uma terceira opção é não condena, não julga, não ameaça e não crítica, apenas convida a uma reflexão. Assim precisamos nos comportar em situações como esta relatada. Se não sabemos o q realmente aconteceu, o ideal é orar por todos e avaliar os nossos comportamentos, nunca julgar os q podem ter se enganado na solução é encaminhamento do fato. Será q estamos mesmo em condições de condenar as Casas Espíritas q cresceram com o crescimento do Espiritismo nas mesmas proporções? Será q Kardec quando falou de pequenos grupos familiares tinha noção do quanto cresceria o Espiritismo principalmente no Brasil? Todas essas questões precisam ser colocadas por cada um de nós, antes de qualquer julgamento. Que cada um avalie a própria situação dentro do movimento espírita e faça a sua parte no momento q for solicitado, com amor, com fé com o sentimento de caridade e acima de tudo muita compreensão. Jesus nos fortaleça e ilumine…

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  5. Reginaldo Luz disse:

    A questão é quando envolve grandes somas de dinheiro, aí o reino do céu é esquecido, e damos vazão ao nosso instinto materialista, ou seja, tudo o que é contrário ao espiritismo…

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  6. Marcelo Clementino disse:

    Concordo plenamente com a relação a desumanização. Infelizmente estamos chegando ao caos, onde o s valores são outros, principalmente quando colocam o dinheiro acima de tudo… Pura hipocrisia, que é o ato de fingir ter crenças, aí tá resposta. Um monte de hipócritas que fizeram da doutrina uma” fábrica de ganhar dinheiro”, como em várias outras.

    Marcelo Clementino

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  7. Alex disse:

    A FEESP é um lugar maravilhoso que ajuda muitas pessoas , não é perfeito como nada neste mundo , mas é um lugar que aprendi a amar.
    Criticar é fácil qualquer pessoa faz ,mas quero ver alguém fazer algo pra ajudar. O prédio tem vários e vários andares como é q alguém vai descobrir que alguém passou mal dentro de um banheiro ? Parem de criticar um lugar tão maravilhoso e acolhedor como a FEESP !!!

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    • Alice Machado disse:

      Amigo, eis o FATO: ‘A família, depois de algumas horas do desaparecimento, desesperada, procurou a instituição e, pelo que narraram,não foi acolhida, não lhe foram fornecidas as gravações das câmeras e ninguém procurou pelo desaparecido. Apenas 48 horas depois, receberam da própria FEESP um telefonema dizendo que o corpo tinha sido encontrado no banheiro. Mas nem assim, foram melhor tratados. Não puderam ter acesso imediato ao familiar que havia morrido de um enfarte, porque estava havendo uma festa na Federação.’
      Não se pode desculpar a gravidade do ocorrido, diante de uma notificação desesperada de uma família em busca de seu ente querido, argumentando com o ‘tamanho da instituição’!!!! Que se facultasse o acesso do prédio aos familiares, que com toda certeza, não se importariam de vasculhá-lo inteiro. Não estamos falando aqui de um anel perdido ou coisa do gênero! Vejo muita banalização e nenhuma disposição para o mea-culpa de atitude, NO MÍNIMO, DESCARIDOSA.
      PARABÉNS À ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PEDAGOGIA ESPÍRITA! Não há como nos furtarmos da meditação das consequências de nossas atitudes equivocadas. É verdade que o mal não merece ser comentado em tempo algum, no entanto, cabe também uma citação: ‘a letra mata e o espírito vivifica’. O mal precisa e DEVE ser combatido, e não é porque somos espíritas (ou, pelo menos, assim nos dizemos) que vamos jogar para debaixo do tapete o que vem sendo fartamente observado por muitos de nós: o movimento espírita está, sim, em perigo, e em muito grande perigo.
      Outro FATO: ‘Ora, no Brasil, há centros que viraram Igrejas, frequentados por multidões, impessoais – tem até alguns com catraca eletrônica – onde não há nenhum aconchego, nenhum olho no olho e se alguém que, mesmo frequentando a instituição há anos, tiver um comportamento fora da regra, é reenviado ao atendimento fraterno e se reincidente, expulso sem compaixão.’
      OLHOS DE VER E OUVIDOS DE OUVIR!
      Triste, doloroso, vergonhoso mesmo; motivo para muito mais vigiarmos e orarmos, mas nunca para negligenciarmos o cuidado com as casas que foram pensadas para acolher, ensinar e trabalhar no bem. E se os lobos em pele de cordeiro ousam a tomada do controle de nossos núcleos, necessário se faz identificá-los e conduzi-los, eles sim, ao atendimento fraterno, como os mesmos fazem com aqueles menores que estão atentos e sinceros na busca do próprio melhoramento e, por extensão, dos núcleos que frequentam.
      Longe de ser um ‘julgamento’, vejo a declaração dessa entidade como um grande e oportuno alerta.
      Paz e Bem!

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  8. Paula disse:

    Eu frequento a FEESP, gosto muito de lá e vejo que eles fazem um trabalho muito sério. Como o próprio espiritismo nos ensina, estamos todos em níveis de evolução diferentes, mas o importante é sempre trabalharmos para melhorarmos como pessoa, sempre. O que eu quero dizer, na verdade, é que em todo lugar terão pessoas comprometidas, responsáveis e que tratam o próximo como gostariam de ser tratados e outras pessoas que ainda estão no caminho do aprendizado. Infelizmente, quando algo de ruim acontece, todos pagam o pato, mesmo as pessoas boas.

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  9. Passarinho disse:

    Acredito que haja muito aprendizado por trás desse episódio. Como sempre, não é, meus confrades. Para todos nós e talvez até para a Feesp, claro, que não soube tratar do caso adequadamente. Acredito que ainda esteja valendo que Deus escreve certo por linhas tortas. O importante é o irmão desencarnado. Trabalhou pela Doutrina e teve a oportunidade de desencarnar rapidamente, de forma isolada, sem tumultos, sem sofrimentos, sem doenças prolongadas e dentri de uma casa espírita! Tenho certeza que não lhe faltou amparo. O aprendizado, como sempre, é nosso. Ele já está em paz. Talvez um pouco desconfortável com a repercussão da história.

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    • Sempre há aprendizado, com certeza! Somos todos aprendizes…Creio que a Espiritualidade permitiu o acontecimento para que houvesse uma reflexão profunda por parte do envolvidos, ou seja, a FEESP,e todos os que de alguma forma estejam envolvidos no Movimento Espírita. A Doutrina Espírita tem como precursores Sócrates e Platão que pregavam o diálogo e é o que não está havendo por parte deles. Simplesmente calam e acreditam que qualquer comentário seja “perturbação”, não e mais uma vez, “Não”! É preciso falar, dialogar! O espírito do Sr. Claudio foi amparado com toda certeza! Acredito inclusive que ele tenha permitido que esse acontecimento possa contribuir para o nosso crescimento como pessoa humana, dessa forma, não creio que esteja desconfortável não, muito pelo contrário, acredito que esteja até feliz, por estar contribuindo para o crescimento de muitos, ou seja, daqueles que tenham “humildade”, para aprimorar sua humanidade.

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  10. Maria das Neves Pereira disse:

    É muito triste saber de tais acontecimentos sou espírita e ainda acredito mas boas ações.

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  11. MARCONESILVA disse:

    AMADOS IRMÃOS EM CRISTO JESUS FATO DESSA NATUREZA NÓS FAZ REFLETIR NÓS NOSSOS PROPÓSITOS QUE QUEREMOS NAS CASAS ESPÍRITAS?PARA QUE ESTAMOS ESTUDANDO? ESTÁ DOUTRINA SE PRECISAMOS É NÓS EDUCARMOS A NOSSA MORAL E SERMOS HUMILDES NAS NOSSAS ATITUDES COM O NOSSO SEMELHANTE.
    PERDOANDO AMANDO E FAZENDO A CARIDADE COMO JESUS NÓS ENSINOU.
    PENSE NISSO E REFLITA VOCÊ MESMO.
    MUITA PAZ A TODOS.

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  12. Passarinho disse:

    Imagine que, lá no seu planejamento reencarnatório (sim, existe planejamento reencarnatório, ou será que encontramos, no desencarne deste irmão, o primeiro deslize divino?), você tinha as seguintes opções de desencarne: bala perdida, atropelado por uma motocicleta, vítima de assalto, coma por 2 anos ou…. Desencarnar em uma grande instituição espírita, em um dia de festa!

    Como bônus, essa situação geraria uma grande reflexão, nessa instituição, sobre melhoria de processos, segurança e atendimento ao público.

    Outro bônus: como se comportariam os espíritas, frente ao caso? Será que se transformariam em “haters”, nos comentários na internet ou será que demonstrariam seus conhecimentos da doutrina?

    Qual das opções você escolheria?

    O Espiritismo continua muito, muito esclarecedor, especialmente em momentos de crise.

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    • Marcio disse:

      A velha manipulação humana: “Há mais nas leis divinas isto estava escrito”. Isso é uma forma de tirarmos nossa responsabilidade perante o outro. Que há planos reencarnatórios isso é fato mas, dizer que “é desígnios de Deus”, o descaso, dai já é dizer que somos apenas bonecos manipulados. Me desculpe mas, isso não é resposta que encontra a máxima: “Crivo da razão”.

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  13. Doralice da Silva disse:

    Infelizmente não é só nos grandes centros que acontece isso. Meu marido está com mal de Parkinson e poucas pessoas do meu centro se interessam em saber como ele está.
    E olhe que ele sempre foi voluntário nos eventos da casa!!

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  14. Marli Lopes da Costa Souza disse:

    Os Espiritas cultuando o bezerro de ouro.

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  15. Penso que não se trata de uma crítica à Federação, mas uma oportunidade de reflexão acerca de nossa forma de estudar e praticar as lições deixadas pelos Mestres que nos antecederam. Concordo que muitos Centros viraram casas de espetáculos, realizando até shows para angariarem doações para suas obras de caridade, como que quisessem sozinhos resolver todos os problemas do mundo. Todavia, efetivo, também, o é a prática individual da caridade, a prática do amor ao próximo, as boas relações familiares…
    Sou adepto, sim, do Evangelho no Lar, com minha esposa, filho e quem mais estiver presente. Observar nosso comportamento entre nós e aqueles que nos rodeiam. Isto também produz excelente efeito.
    Lamento pelo ocorrido com o irmão e rogo ao Mestre Jesus que acalente as mentes de sua família.

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  16. Esse acontecimento lamentável, nos coloca à frente das nossas próprias imperfeições.
    O quanto temos que nos esforçarmos para melhorar nossos sentimentos e atitudes.

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  17. waldyr sobral disse:

    LAMENTÁVEL ESSE COMPORTAMENTO DA FEDERAÇÃO !! CASA DE FERREIRO ESPETO DA PAU ? FAÇA O QUE EU MANDO , MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO ?? NO COMPORTAMENTO QUAL A DIFERENÇA DA FEDERAÇÃO E A IGREJA DO BISPO MECEDO ??? DINHEIRO E PODER ACIMA DE TUDO ??? EIS A QUESTÃO !

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  18. waldyr sobral disse:

    moderação ???

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  19. Joao disse:

    Já procurei vários centros aqui em Santos, e o que sempre me deparo é com impessoalidade, pouco caso e briga por “cargos”. É um tal de “quem é mais importante que quem”, “quem fala no microfone mais, que aparece mais…”.
    Triste ver que o tal “centro familiar caseiro” não existe mais. Triste mesmo.

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  20. Cecília Teresa gouvea Mendonça disse:

    Só posso dizer que me intreci muito com essa matéria.frequento um centro espírita muito pequeno e lá nunca me senti uma pessoa apenas,mas sim uma irmã de todos.sempte fui acolhida nos piores e melhores momentos da minha vida.Que os espíritos mais evoluídos tenham compaixão do sofrimento dessa alma que se foi.Assom seja

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  21. Concordo plenamente que seja comentado …Há necessidade da reflexão sempre! Evolução se dá por erros e acertos, calar nesse momento é estar em comum acordo com os desacertos do caminho. O diálogo se faz necessário! Solidariedade aos familiares!!

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  22. Maria Otilia disse:

    Devemos e temos o dever de cometar o ocorrido. O personalismo tomou conta das instituições espíritas. Infelizmente perdeu-se o rumo, falta ESTUDO, CONHECIMENTO e AMOR.Não devemos generalizar mas nao da mais pra tampar o sol com peneira. Será que os irmãos estão com as vistas turvas pela vaidade? Houve o tempo que tds se preocupavam em estudar as obrar de Kardec e colocar em prática os ensinamentos. Estamos assistindo absurdos nas casas.Colocam-se imagens, gasta-se dinheiro com muitas flores e adereços diversos quando poderíamos estar assistindo famílias miseráveis necessitando de socorro. Vamos estudar mais gente! Retirem suas imagens diversas, porque o espiritismo não idolatra. O ensinamento é claro: JESUS É O CAMINHO.Tenhamos mais AMOR ao próximo . Fiquem atentos, um dia a FATURA chegará para todos.

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  23. Sérgio dos Santos disse:

    Muito tendencioso e mal intencionado este texto…
    Por detrás de toda esta postura de lisura e frases de conteúdo defensivo da boa moral espirita, existe uma amargor do passado mal resolvido entre ambos e que se apropria de uma fatalismo,para em meio a verdades e fatos, destilar o veneno das mágoas.
    Assim que fiquei sabendo dos fatos, ocorridos no dia da festa de 81 anos da Instituição (da qual infelizmente não pude comparecer) como trabalhador efetivo , fui tomar conhecimento dos fatos e isto diretamente com a Diretoria.
    O centro aqui deve ser o desencarne do Claudio Arouca, frequentador recente da Instituição,encaminhado para a assistência espiritual,por intermédio de uma expositora de seu relacionamento. A ele nossas preces de apoio extensivo aos familiares.
    Sua ficha levantada do Departamento de Orientação e Encaminhamento,registrou que possuía problemas de saúde, que mereciam uma atenção redobrada. Foi devidamente atendido, encaminhado como todo e qualquer assistido que procura a Casa.
    Residem dúvidas do dia dos fatos desse desencarne,o motivo do óbito, o que somente a perecia poderá dentro de trinta dias, descrever com exatidão.
    Até esta data, natural o desconforto de todos os envolvidos, familiares e diretores da Casa.
    Narra-se da frieza e do mal atendimento que a família recebeu, mas em conversa com os representantes da Casa, a informação chegou ao conhecimento destes, em meio à festividade descrita e o que se solicitou aos familiares é que se aguardasse por mais alguns minutos, para que encerrasse os festejos, por razões óbvias, que se pode deduzir.
    Após isto, a família foi atendida cordialmente e com grande pesar pelo ocorrido na sala do Conselho da Casa, mas apesar do nervosismo reinante e da atitude desesperada da família, o que é mais do que natural, e em meio a acusações desarvoradas, tudo se tentou para acalmar os ânimos e não faltou compreensão para o descontrole e agressões verbais.
    Acusações e mais acusações foram ditas, sem que se pudesse responder a todas naquele momento, porque na verdade não se buscava pelo estado de espírito, respostas plausíveis e razoáveis, mas culpados pelo desencarne fatalista deste irmão.
    Realmente solicitaram da Casa, maiores informações de seu desaparecimento, o que a Instituição em breve resposta, mas prestativa, disse que o mesmo havia passado pela assistência, conforme registro, mas que não sabiam de seu paradeiro.
    Os fatos ocorreram nas dependências da Casa, e não faltou zelo para procurá-lo, mas infelizmente, não por negligência, mas por um fatalismo, o mesmo estava no banheiro, do nono andar, com porta trancada por dentro.
    Neste período de julho a Casa fica com uma porcentagem bem menor de frequentadores, em virtude das férias, e a limpeza dos sanitários fica reduzida e como estamos sempre com alguns banheiros interditados, por mal uso e depredação, eles são trancados no aguardo de manutenção. Ressalta-se ainda, que este não possuía a porta com abertura abaixo, o que dificulta qualquer
    observação mais detalhada do porque da porta trancada, que na rotina descrita, é considerado inoperante pelos funcionários de limpeza. Portanto, sem se eximir da responsabilidade, mas não culpa, a Instituição deixou este fato, sem a devida atenção, o que não se exonera do comprometimento, dentro de suas propostas de bem servir, mas atribui tudo a um fatalismo.
    A título de informação, temos 66 banheiros nesta Casa, sendo que alguns deles, são usados somente por um grupo de pessoas e o fato poderia ter acontecido com algum desses, com conhecimento posterior, porque são assepsiados somente uma vez por semana.
    A perícia colocará as coisas em seu devido lugar.
    Lamenta-se profundamente o ocorrido aos familiares e ademais nos espaços da Casa em período festivo, mas fatos são fatos, e a nós espíritas, sabemos que isto pode acontecer em qualquer Instituição que esteja de portas abertas a um público, que circula em suas dependências livremente e sempre são acolhidos com a mais adequada caridade. São perto de 200.000 pessoas por mês e nestes anos todos, jamais tivemos um fato tão triste e comprometedor, ferindo frontalmente nossos maiores desejos de viver Jesus e praticar o seu evangelho á luz da Doutrina Espírita.
    Compreensível a revolta familiar, a busca de respostas, e a dor deste momento, mas com a perícia em mãos, com um parecer de legistas, saberemos como ocorreu este desencarne e por que vias, se houve ou não negligência da FEESP e se podemos imputar responsabilidade a alguém.
    Até que isto ocorra, aceitamos os desabafos dos familiares, pela dor que os constrange, e pelo dever de compreensão e caridade que nos propomos, mas rejeitamos esta política depreciadora, anti espírita precipitada e agressiva, descaracterizando a instituição, que abre suas portas todos os dias das 8:00 às 20:00 horas, com um único intento: servir, divulgar o Espiritismo, com o mais nobre desprendimento ao nosso alcance evolutivo, como seres humanos falhos, mas desejosos do melhor com Jesus.
    Quem frequenta este espaço e colhe ali benefícios, pode com maior propriedade, como alguns manifestantes descreveram, revelar o quanto a Casa acolhe e atende com amor e respeito, ajudando e recuperando almas, orientando e dando uma nova referência de vida.

    Creio que precise consultar melhor suas fontes e sem fazer prosélitos , comentar sim, os fatos infelizes, mas com a devida caridade e sem a presunção de criticar levianamente.
    A FEESP é uma casa grande, conforme sua referência, por fatores históricos, por destino traçado pela Espiritualidade e tem como as casas pequenas, seus autoritários, narcisistas, ególatras e outros qualificativos negativos, mas também tem os idealizadores, os desprendidos, os devotados sem lustro do ego, os que renunciam e servem com alegria e caridade. Portanto, quando negativa a Instituição como um todo, fere frontalmente a sua finalidade espiritual e aqueles que não aceitam, tais críticas mordazes e mal intencionadas.
    Um momento infeliz para nós, mas acaso pode dizer que momentos de desvios de procedimento espirita também não ocorram em sua Instituição? Tudo ai é perfeito conforme o evangelho e as instruções de Kardec?
    É muito mais fácil administrar materialmente, um espaço menor, sem ocorrências trágicas como esta, mas muito mais difícil lidar com os personalismos e as posturas intransigentes.
    Muitas vezes muita cultura e grande poder de influencia, mas ainda carente da educação que se ensina, da vivência evangélica que se cobra de outros.
    Não nos eximiremos da responsabilidade se ela nos for imputada, mas não admitiremos a leviandade de criticar toda uma Instituição, depreciando suas atividades, seus servidores e o bem que ela propaga.
    Verdade foram ditas em seu texto, mas sofismas também!

    Sérgio dos Santos

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    • Passarinho disse:

      Observações oportunas e necessárias.

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    • vinicius disse:

      Também sou trabalhador FEESP mas confesso que estou alarmado e triste com o que soube da falta de atenção dispensada INICIALMENTE à família Arouca quando foram neste local procurar seu ente querido desaparecido.

      Segundo os mesmos não houve fraternidade e empatia em efetuar buscas no prédio, NEM MESMO DELEGAR tal tarefa aos seguranças particulares do local entre a Quinta 13 e Sexta 14/07.

      OK, sabemos que houve um evento, uma festa (qual o problema? Qualquer lugar pode-se comemorar algo) mas poderiam ter delegado a árdua e penosa tarefa ao corpo de seguranças e quiçá alguns voluntários.

      Também conheço o banheiro que o Sérgio falou e realmente tranca-se por dentro e não há visão das pernas de quem está dentro. Naturalmente um faxineiro ou mesmo um segurança podem ficar inibidos de bater na porta, pois pode ser que a pessoa que está usando ache ruim e até possa alegar invasão de privacidade.

      .

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    • Hélio Pacheco de Gusmão e Silva disse:

      Prezado Sérgio Matos. Apreciei muito mais o que o companheiro postou, nesse blog, às 19:20 horas, quando deve ter se inteirado do lastimável acontecimento, além de assumir que é um colaborador da FEESP, e não representante legal por essa respeitável Casa.
      Respeito a sua fala e o direito de expressá-la, mas atribuir à Profº Dra. Dora Incontri o que o companheiro atribuiu não me pareceu razoável.
      Estive em São Paulo em 1962, aproveitando a ocasião para conhecer a FEESP. Como o companheiro, naquela ocasião eu estava colaborador do Dptº de Mocidade da Federação Espírita Pernambucana, como 2º secretário. Apresentei-me, não obstante, o tratamento foi impessoal. Não conheci nada. E não existia 9 andares nem 66 sanitários. Talvez a percepção do companheiro Nazareno Tourinho sobre as dificuldades existentes nas casas espíritas, e as possibilidades de minimizá-las o levou a escrever o livro Relações Humanas nos Centros Espíritas – 1994.
      Acredito que, se todos os sanitários fossem liberados a todas pessoas, provavelmente tal fato não ocorreria.
      Fique em PAZ, companheiro.
      Hélio Pacheco.

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    • Marcio disse:

      Diante de tudo que li neste Blog dá pra ter uma ideia do que estamos fazendo da Doutrina Espírita, aquela Doutrina Espírita codificada pelo “Kardec”. Sim, aquela, pois o que se vê muito hoje é a propagação de uma “corrente religiosa mascarada pelo tema ‘espiritismo'”. Parece haver uma notória vontade de ser “dono” de um centro espirita uma vez que lá o “mandatário” se alto intitula “Dono” do “manual de boas práticas” de Deus. Se vê em demasia dentro de um desses “centros”, o aprisionamento de sentimentos que acaba dando lugar aos interesses pessoais e institucionais, onde dinheiro público que deveria estar sendo utilizado para o bem verdadeiro de todos, acaba por ser manipulado para o proveito da própria instituição. Já temos ate os famosos “concílios” onde alguns ditos “inteligentes” dizem, carimbando “passaporte mediúnico” quem pode e quem não pode exercer suas funções de auxilio aos desencarnados. De certo deve haver administração em todos nossos atos mas, quando isso exclui o valor que cada um de nós temos, “o valor de sermos todos iguais perante Deus”, algo está errado. Infelizmente tenho presenciado a olhos nus que a essência da doutrina se perdeu nos veios da “disputa” sim. jesus já houvera dito: os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem”, desta forma não podemos dizer a “boca cheia” que somos seguidores de Jesus, pois, o nosso amor pelo outro esta encontrando desvios na materialidade: poder, dinheiro, cobiça, desprezo, impessoalidade, e por ai adiante.
      Outra coisa, antes de terminar: Quando vejo um cartaz anunciando a vinda de ditos “personas dos Esiritismo”, e mais especificamente, com “valores de entrada”, dai já vem a mente as comunicações de Kardec, em seus periódicos, onde o mesmo se vislumbra que a Doutrina se propaga de forma livre e franca, sem o impositivo da cobrança financeira. O que se mais vê hoje é muito encontros regados a cobrança de entrada, isso já é um delimitante para que os “não em condições financeiras”, não possam usufruir da “verdade”.
      Pena! Nossa geração está fracassando, que tenhamos fé na próxima.

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  24. Pingback: Desumanização no movimento espírita – Jornal Espaço Espírita

  25. Muito belo o texto. Informar para tentarmos nos modificar ! #triste com o ocorrido !

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  26. neide disse:

    SE TUDO QUE LI É VERDADEIRO FICO MUITO TRISTE POIS ENQUANTO ESPIRITA SEMPRE APRENDI QUE O AMOR AO PRÓXIMO E A CARIDADE DEVEM SER PRIORIZADAS, MAS VAMOS TER CAUTELA E VERIFICAR BEM O QUE ACONTECEU PRA DEPOIS SIM COMENTARMOS. QUE DEUS ABENÇOE A TODOS !!!

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  27. Manoel Moura disse:

    E muito triste e doloroso para todos nós. A FEESP e seus colaboradores são muito disciplinados e coerência não lhes falta..não podemos ver essa situação como descaso e sim devemos avaliar no que é como podemos melhorar moralmente e fraternalmente….a preocupação com o ser humano talvez seja menor que o devido,a caridade ainda é o caminho.
    Solidariedade a família sabemos que é o mínimo e com certeza os adeptos devem estar de questionando o (por que) devemos conhecer e nos preocupar mais com o outro que estuda, trabalha,convive conosco vários momentos em nossas vidas,até em nosso seio familiar….se e descaso não posso ir além,mais vamos nos preocupar mais com o companheiro de jornada já que fazer caridade lá fora nos deixa no púlpito de não confraternizar com os nossos trabalhadores…
    Sentimentos a família e solidariedade.
    Que a FEESP erga a cabeça e fique mais atento a tudo é a todos!!!
    A desumanização nem sempre é a maneira que visamos!!!
    Estudei anos e trabalhei na feesp, respeito muito.
    Hoje frequento um hospital escola pequeno aos olhos do homem,porém grande aos olhos dos irmãos (espirituais) e aos olhos de Deus!!

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  28. Pingback: Mais algumas reflexões sobre a Desumanização no Movimento Espírita | Blog da ABPE

  29. vinicius disse:

    Além do acolhimento, esqueceram também da segurança geral dos frequentadores: por ser um prédio grande, há seguranças privados lá. Devem ou deveriam fazer mais rondas por todo o prédio.

    Se preocupam mais em destratar os pobres mendigos que ficam na porta pedindo miseras moedas ao invés de percorrer os 9 andares e ver se está tudo ok.

    A partir do momento que se constrói uma grande estrutura precisa administrá-la: se não tem como continuar tente passar para outros ou feche !

    E dinheiro tem ou deveria ter: contribuições mínimas de 60,00 por sócio ou contribuinte, livraria, eventos. E se precisar de mais dinheiro peçam 1,00 , 2,00 e não 60,00!

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  30. Marlon Santos disse:

    Infelizmente está havendo uma extrema falta de caridade nos centros espíritas ,alguns por exemplo, para que as pessoas não faltem nos cursos, exigem caso faltem, atestado médico isso é absurdo ! Muitos dirigentes orgulhosos não descem do Alto dos seus pedestais e ditam regras absurdas que mais parecem vindo de um ditador ,esquecendo a caridade essencial que sem ela ,não há razão de uma instituição Espírita existir!

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  31. Daniela V Molina disse:

    Fico entristecida com a noticia, sou espirita e voluntária em ações a famílias carentes, e é isso que ocorre, somos orientados a ser fraterno com as famílias e assistidos, a ser empáticos com o atendimento ao espirito sofredor mas os trabalhadores são frios entre si, entram fazem o trabalho e vão embora sem notar o companheiro do lado que muitas vezes esta precisando de atenção, de uma palavra ou gesto de carinho. Muitos não sabem nada da vida do outro e olha que muitos trabalhadores vão ao centro espirita por uma depressão, um momento difícil que passou ou uma perda de ente querido.

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  32. Elisabeth Cavalcante disse:

    Infelizmente eu tive uma experiencia nada agradável nessa instituição. Procurei-a num momento de grande sofrimento e fui recebida de modo duro, com colocações que mais pareciam um julgamento, ao inves de um acolhimento amoroso, por parte do receptor. Concordo plenamente com a perda da humanização, que ocorre nessas instituições. Acredito, como foi dito por Kardec, que uma instituição menor, onde as pessoas têm a chance de um conhecimento mais proximo e uma convivência mais pessoal, seja a mais adequada.

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  33. Sandra Iwata disse:

    Poder chegando onde todos deveriam ser iguais…Deus, nosso pai , ajude a Federação Espírita de SP AULO.

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  34. Ana Dienn disse:

    Eu lamento muito que este tipo de ocorrência ainda persista num local que deveria ser exemplo de aplicação da lei de amor do mestre Jesus. Em uma ocasião eu passei mal enquanto subia as escadas da sede da Rua Santo Amaro e cheguei a perder o sentido, mas curiosamente não recebi qualquer tipo de amparo material. Graças a Deus foi um mal estar temporário e assim que recobrei as forças, comecei a refletir sobre o ocorrido e a pensar como o funcionamento massivo e impessoal de alguns locais seriam um vitupério ao Cristo e à prática doutrinária de acolhimento e amor. Apesar daquela triste constatação e de não desejar exacerbá-la ao ponto de desperceber os inúmeros exemplos de entrega e de caridade por parte de trabalhadores do bem que por lá atuam diariamente, recordo-me que a falta de amor (caridade), o esfriamento das relações interpessoais (individualismo e desumanização) foram sinais deixados pelo mestre para indicar a criticidade do momento atual, que nos pede perseverança na busca do melhor caminho, da aplicação prática da lei do amor em nossas vidas, da vigilância quanto as nossas ações e pensamentos, do devotamento à prece , do cultivo da moral evangélica e da ética, dentre outras responsabilidades enquanto Espíritos encarnados . A busca pela espiritualidade é muito importante, mas não podemos nos esquecer do nosso papel na sociedade hodierna e no quanto as nossas ações ou omissões podem afetar o mundo.

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  35. Delmar disse:

    Criticar a frieza de uma Instituição, achar culpados, justificar que ele poderia não desencarnar se tivessem observado melhor, seria relegar ao mero acaso a necessidade dos espíritos encarnados passarem por uma situação destas. O envolvimento e o ocorrido está sob proteção Divina e as justificativas ainda não nos são possíveis de saber. Ele desencarnou, é triste, sim mas ele continua vivo, o seu Espirito Imortal por certo continuará sua tarefa e, lembremo-nos, pode ter sido uma escolha que ele tenha feito antes de ter encarnado. Doutrina Espírita não precisa de sensacionalismo, culpados, vítimas, inocentes. Tudo tem seu significado e sua necessidade. abraço Fraterno.

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    • Helio Fernandes disse:

      Delmar, com todo o respeito .Se tudo que acontece é porque estava escrito, qual o valor da reflexão ?, qual o valor da caridade? não devemos atuar para que se evitem infortúnios ? para que se evitem injustiças ? …..”Doutrina Espírita não precisa de sensacionalismo, culpados, vítimas, inocentes. Tudo tem seu significado e sua necessidade. abraço Fraterno.” deixemos como está… porque tudo tem um significado….Lamentável.´Não seria essa frieza… da qual estaríamos todos falando ou sobre que o texto fala?

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  36. André Luiz disse:

    Ainda que me doa postar isso, a FEESP não está obrigada a mostrar as imagens aos parentes do Engenheiro, exceto se fosse ordem do delegado de polícia ou da justiça.
    Explico: as câmeras filmam outras pessoas, que têm direito de imagem protegido e muitas não desejariam que terceiros as vissem nas filmagens.
    Só uma autoridade legal poderia determinar isso, porque aí as imagens ficariam sigilosas.
    Vai ser uma briga boa na justiça.

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  37. E dinâmica Ferreira da Silva disse:

    Achei o que aconteceu na Federação Espírita um absurdo que vai contra tudo o que a doutrina prega. É claro que é a desumanização das pessoas,a falta de respeito e, quando acontece isso falta o principal a caridade. Deixo aqui o meu comentário como frequentadora e ex trabalhadora da Federação. Não é esse tipo de atitude que se prega nas palestras. Mas como espírita acredito que tenho que fazer diferente. Minha solidariedade a família.

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  38. Sueli disse:

    Que situação… É complicado, mas foi uma fatalidade, poderia acontecer em qualquer prédio ou templo. Agora, esperar acabar a festa para atender à família dele, que estava preocupada com o seu desaparecimento, é demais.
    66 banheiros??? A sede da FEESP ocupa um arranha-céu inteiro? Pra que isso também? Concordo que os centros espíritas devam ser todos pequenos. Inclusive para as pessoas estarem próximas umas das outras e se auxiliarem mais.

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    • André Luiz Carvalho disse:

      Olha, foi uma fatalidade? Foi! Mas na minha visão houve sim negligência da instituição. Porque deveria colocar avisos de interditado nos banheiros sem uso, antecipando-se a uma ocorrência desse tipo. Digo isso como advogado. Fosse eu juiz da causa, condenaria a instituição por danos morais, sim! Lamento dizer isso, porque sou espírita também.
      Outra coisa: quando algo assim acontece, já que somos acostumados a dizer que nada acontece sem que Deus permita, os dirigentes da citada Casa devem fazer uma profunda reflexão, isso antes de emitir notas de defesa: isso não é alguma lição ? Não está mesmo faltando essa tal humanidade nos trabalhos da citada Casa? Pra refletir.

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  39. Bom dia, essa desumanização reflete o caráter e a personalidade dos Espírito e encarnados na crosta no momento, é isso pode até explicar, assim como pode explicar a displicência com o ser humano em outros aspectos da Vida cotidiana, mas com certeza, não justifica o ato em si! Somos irmãos e companheiros em jornada de progresso e, embora muita das vezes não parece, precisamos uns dos outros no auxílio dessa caminhada, aqui é no mais além, SOLIDARIEDADE não tem religião, mas está diretamente ligada à moralidade do indivíduo e do grupo social.
    Sim, Kardec tinha razão, óbvio, grupos pequenos são menos sujeitos a estrelismo, orgulho, cobiça, etc, não isentos, mas permitem mais fácil controle, tanto que os Amigos Espirituais diversas vezes nos tem dito preferir grupos assim.
    Quanto ao episódio, que reflita apenas a sazonalidade desse grupo reencarnado hoje, não uma tendência também nas casas espíritas e no movimento, que não pode ser avaliado pela atitude amoral (talvez imoral mesmo) de alguns profitentes com interesses diversos da do AMOR é da CARIDADE, alicerces do trabalho em Cristo….muito paz!

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  40. Tânia Leimig disse:

    Que coisa triste. Realmente eles não tiveram participação no fato em si, que foi o enfarto do miocárdio. Mas pecaram por omissão e destrato à família com uma deplorável falta de atenção. Parece ser um comportamento de praxe nas Federativas. Lembro-me, quando era trabalhadora desta Instituição, há alguns anos, hoje já não faço mais parte; de que uma senhora, também trabalhadora e frequentadora da Casa, estava há muito tempo tempo sem retornar às atividades. Perguntava-se por ela e ninguém sabia. Ela morava sozinha. E os vizinhos dela que notaram os urubus sobrevoando sua residência. Ela tinha morrido há algum tempo e sequer o dirigente das tarefas, às quais ela fazia parte, ou alguém próximo, membro da Federação, deu uma ligadinha para perguntar: Por que você nunca mais veio?

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