Mais algumas reflexões sobre a Desumanização no Movimento Espírita

 

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Não costumo dar sequência a artigos publicados no blog e muito menos em resposta aos comentários feitos. Mas a postagem da semana passada Desumanização no movimento espírita rendeu centenas de comentários e mais de 33 mil visualizações. Parece que mexemos numa ferida aberta e é preciso falar mais para pensarmos em soluções, remédios e melhoras.

Primeiro, a resposta aos que me criticaram por não ter ouvido o outro lado. Sou jornalista profissional e sei muito bem o que faço em termos de fontes. Chequei com várias pessoas (claro que não posso citar as fontes) e o ocorrido foi exatamente o que relatei, no caso da desencarnação de Claudio Arouca na Feesp.

Felizmente, a família se sentiu confortada com o meu artigo e com o apoio que recebeu de muita gente por causa dessa publicação. Então isso já basta.

O fato, porém, extremo e lamentável, serviu como um exemplo de uma tendência no movimento espírita em geral. Nossa crítica não é pessoal à Feesp, quisemos fazer uma reflexão mais ampla. Tanto é verdade que não foram poucas as mensagens e comentários que recebemos, contanto casos, apoiando a reflexão proposta e dizendo muitos que não frequentam mais centros espíritas (aliás nem pequenos, nem grandes), porque se depararam com autoritarismo, burocratização, descaso, luta por cargos, falta de acolhimento, exclusões, etc.

Cito esse caso abaixo, só para exemplificar:

“Em 1994, dezembro, estava com minha filha num hospital de SP. Ela havia feito uma cirurgia cardíaca e estava em coma. Depois da entrevista com médicos que a desenganaram, saí sem rumo; triste e sozinha. Havia levado o endereço de um centro espírita de uma médium famosa por seus romances. Entrei, sentei e comecei a chorar. Umas mulheres estavam arrumando o centro. Nem me olharam. Depois de um tempinho, sem se aproximarem, disseram o dia do passe. Enxuguei as lágrimas e fui embora. Precisava de apoio, aconchego, como sempre encontrei no centro que frequentava. As paredes do tal centro cobertas de reportagens de revistas com fotos da médium.”

Nessa mesma linha de denúncia, neste mês, o Jornal Crítica Espírita, publicou uma matéria de Franklin Felix, com muitos relatos de perseguição política e partidarização em centros espíritas.

Então, o que acontece? Vamos ficar calados, de braços cruzados, colocar panos quentes? Fingir que somos um movimento fraterno, amoroso e caridoso? É óbvio que há muita gente boa no movimento. Viajo Brasil afora e conheço instituições e pessoas que ainda guardam o espírito acolhedor e amoroso que faz parte da ética espírita-cristã. Mas ouço também inúmeros relatos de expulsões, discriminações, brigas internas…

Enfim… dirão: seres humanos são assim. É verdade. Mas seria de se supor que pessoas que adotam uma filosofia de vida como a espírita estivessem ensaiando um comportamento melhor.

Quero levantar aqui duas hipóteses explicativas para esse problema. Primeira, lembro do filósofo francês Henri Bergson, que escreveu uma obra-prima, sempre muito citada por Herculano Pires: As duas fontes da moral e da religião. Nesse livro, ele expõe uma tese de que movimentos religiosos e novas formas de moralidade, quando nascem, brotam da fonte espiritual legítima, com seus iniciadores, animados do élan evolutivo. Mas depois, com o tempo, se cristalizam, se institucionalizam e portanto, vão perdendo vida e impulso, vivência e amor.

Não foi o que aconteceu com o Cristianismo? Em seu livro História do Cristianismo, Paul Johnson tem a sua primeira parte intitulada: De mártires a Inquisidores. Impressionante relato de como aquele primeiro movimento lançado por Jesus, no seio de apóstolos (que aliás, já começaram a se desentender entre si – veja-se o conflito entre Paulo e Tiago), foi se tornando a Igreja poderosa e inquisitorial. Mas no seio dela, sempre ressurgiram aqueles que tentaram voltar à simplicidade e à fraternidade primitivas. Francisco de Assis, por exemplo, e tantos outros.

O próprio movimento da Reforma protestante se deu também na tentativa de voltar às bases do Evangelho. E novamente, houve um esfriamento, uma institucionalização. 150 anos depois da morte de Lutero, o movimento pietista, dentro do próprio protestantismo, tentava revigorar o espírito de simplicidade e acolhimento e recomendava o culto do Evangelho no lar, a reaproximação aos ensinos de Jesus… Pestalozzi teve essa influência.

Então, já dá para concluir que nós, espíritas, estamos no mesmo caminho: institucionalização (quando falo esse termo, estou me referindo à uma situação em que regras, burocracias, cargos, dinheiro, poder, valem mais do que o ser humano), perda de fraternidade real, esfriamento das relações humanas.

Por que acontece isso? Agora vamos à nossa segunda hipótese explicativa.

A adesão dos seres humanos à moral proposta pelas diversas tradições espirituais da humanidade se dá muitas vezes de maneira exterior. Adota-se uma postura artificial, de bondade, de fala mansa, de pseudocaridade, mas não houve de fato uma revolução interna profunda – coisa aliás que só se dá num processo de autoeducação e de terapia simultaneamente, com a coragem de nos olharmos como somos, nossas feridas, procurando curá-las, sem dissimulação. Esse fenômeno, Jesus já combateu: é o farisaísmo. A pessoa se traveste de santa, mas de santa não tem nada. E infelizmente ocorre entre católicos, budistas, protestantes, espíritas…

Um exemplo dessa atitude tive num comentário que recebemos em relação ao artigo sobre a desumanização. Não aprovei a mensagem no blog, porque achei profundamente ofensiva – mas é a ofensa de fala mansa, citando Chico Xavier, desqualificando-me como pessoa e não usando de argumentos contra meus argumentos e nem me agredindo abertamente, assumindo a própria raiva.

Sem citar o nome do autor, que aliás não conheço, veja-se o teor da mensagem:

Cristãos: meditemos sobre as três peneiras de Sócrates (Pessoas inteligentes falam sobre ideias; pessoas comuns falam sobre coisas; pessoas mesquinhas falam sobre pessoas). Ainda nesse sentido, e sem intenção de ofender ou debater sobre assunto, tampouco julgar quem quer que seja, estudemos a lição 74 do Livro Vinha de Luz, será de grande valia para o nosso aprimoramento.

A passagem de Emmanuel em questão, intitulada de Maus Obreiros, contém o seguinte trecho, referindo-se aos “maus obreiros”, portanto à autora do artigo:

Destacam os defeitos de todas as pessoas, exceto os que lhes são peculiares. Alinham frases brilhantes e complacentes, ensopando-as em óleo de perversidades ocultas. Semeiam a dúvida, a desconfiança e o dissídio, quando percebem que o êxito vem próximo. Espalham suspeitas e calúnias, entre os que organizam e os que executam. Fazem-se advogados para serem acusadores. Vestem-se à maneira de ovelhas, dissimulando as feições de lobos. Costumam lamentar-se por vitimas para serem verdugos mais completos.“Guardai-vos dos maus obreiros.”

E o autor de tal pérola se despede fraternalmente. Mandou depois diversas mensagens, indagando por que não publiquei o comentário dele.

Eis aí o protótipo do farisaísmo: ofende com palavras do Evangelho, coloca-se numa posição de falsa superioridade, porque adota um palavreado bonito, extraído de obras respeitáveis, mas na verdade não está discutindo as ideias que coloquei no texto, não tem contra-argumentos, apenas está na posição de um mestre advertindo uma “má obreira”. Infelizmente, é desse tipo de espíritas que o movimento está cheio.

Se alguém discorda, é fraternalmente enviado para a desobsessão; se alguém migra de um centro para outro, de uma cidade para outra, de um Estado para outro, é obrigado fraternalmente a recomeçar o Espiritismo do zero, porque não se aceita o que a pessoa traz de bagagem de aprendizado e de anos de serviço prestado; se alguém se opõe a alguma regra ou conduta (muitas vezes com razão e mesmo que não fosse com razão) é convidado fraternalmente a sair do grupo…

Quando se limita o debate, quando não se sabe discutir ideias, porque só há melindres e vaidades, estamos entrando no campo do farisaísmo, da falta de autocrítica, da cristalização, que leva à intolerância e que mais dia menos dia nos pode levar a atitudes inquisitoriais.

Quais os caminhos para remediar essa situação:

  • Façamos grupos pequenos, em casa ou no centro, com pessoas reconhecidamente afins, sinceramente interessadas em estudar, praticar a mediunidade e devotar-se ao bem;
  • Estudemos Kardec em profundidade;
  • Desierarquizemos as relações: todos devem ser ouvidos, as lideranças devem deixar de lado vaidades e vontade de poder (para isso uma boa terapia ajuda);
  • Façamos todos uma autoanálise diária, constante, de nossas atitudes e sentimentos (sobretudo de sentimentos, porque deve haver uma coerência entre eles e nossas ações);
  • Não forcemos a barra de uma santidade prematura, somos pessoas normais, em aprendizado constante;
  • Não idolatremos ninguém e nem nos deixemos idolatrar; sejamos enérgicos quanto a isso;
  • Não tenhamos mestres no espiritismo, somos todos aprendizes;
  • E se participamos de alguma instituição já rendida a essas práticas burocráticas e desumanizadas, com lideranças inquestionáveis, se depois de tentarmos melhorar as coisas, nos sintamos ainda incomodados ou indignados, retiremo-nos sem medo, fundemos outras casas ou façamos o espiritismo doméstico – mas não deixemos nunca essa doutrina libertadora, por causa daqueles que não se libertaram a si mesmos!
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30 respostas para Mais algumas reflexões sobre a Desumanização no Movimento Espírita

  1. Vitor Hugo Soares disse:

    Excelentes colocações.Todas muito pertinentes.

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    • Juçara disse:

      Parabéns, Dora…a burocratização e a desumanização estão cada dia mais presentes nas Instituições espíritas. Conheço algumas com o nome de Fraternidades que de fraternas não tem nada.Vejo que, cada vez mais, os ” endeusados dirigentes e Palestrantes espíritas, estão completamente indiferentes aos graves problemas da sociedade como um todo. Adotam a pedagogia de Pilatos e lavam as mãos sem cerimõnia. São Congressos,Jornadas, Encontros, onde se apresentam como, inquestionáveis, bons faladores, mas, sem nenhum compromisso com atitudes práticas. Portanto, totalmente desconectadas das bases da Doutrina.

      Curtido por 1 pessoa

    • Excelentes colocações, vejo exatamente assim! Fui colaboradora da FEESP por quase quarenta anos e presenciei exatamente o que descreve no seu Artigo. Parabéns!! É preciso falar sim,sendo os precursores da Doutrina Espírita, Sócrates e Platão, o diálogo deveria ser uma constante no meio espirita, o que infelizmente não vem ocorrendo. Sua descrição sobre aquele que discorda é verdadeira, ou seja, basta discordar, para que seja encaminhado para a desobsessão, ou é convidado a se retirar. Perfeito! Exatamente o que ocorre em geral.

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  2. Gisele Parisoto disse:

    Por isso agora sou uma espírita independente (RS), estudo e prático o que acho que é certo dentro dos ensinos de Jesus. Concordo com cada palavra, ponto e vírgula presentes neste texto. Parabéns Dora.

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  3. Cláudia Gonçalves de Souza disse:

    Ainda existem aqueles com lucidez! Venho fala do há tempo disso das projeções que muitos espíritas fazem sem trem alcançado ainda essas virtudes e evolução. Parabéns pelas palavras ricas em realismo. Muita luz!

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  4. Dora, seu artigo me fez lembrar dessa passagem do ESE: “Não Vim Trazer A Paz, Mas A Espada (…) “Toda idéia nova encontra forçosamente oposição, e não houve uma única que se implantasse sem lutas. A resistência, nesses casos, está sempre na razão da importância dos resultados previstos, pois quanto maior ela for, maior será o número de interesses ameaçados. Se for uma idéia notoriamente falsa, considerada sem conseqüências, ninguém se perturba com ela, e a deixam passar, confiantes na sua falta de vitalidade. Mas se é verdadeira, se está assentada em bases sólidas, se é possível entrever-lhe o futuro, um secreto pressentimento adverte os seus antagonistas de que se trata de um perigo para eles, para a ordem de coisas por cuja manutenção se interessam. E é por isso que se lançam contra ela e os seus adeptos. A medida da importância e das conseqüências de uma idéia nova nos é dada, portanto, pela emoção que o seu aparecimento provoca, pela violência da oposição que desperta, e pela intensidade e a persistência da cólera dos seus adversários.(…) Isso confirma o que você percebeu, o numero de visualizações, etc. É sim uma questão que se levanta e é bom se se levante. Boa imagem do coração de pedra. E repito sempre: “prefiro um lobo do bem que uma ovelha do mal”.

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  5. Quando debatemos ideias, temos que tirar o peso das nossas convicções intimas, nossas idéias pré concebidas pelo debatedor (sim, porque no MEB nos odiamos “fraternalmente”) e isso serve para todos nós. Para aqueles que passam minutos preciosos das suas palestra falando mal de Chico ou de Dora, De Haroldo ou de Sergio Aleixo, que Chico foi ou não foi Kardec, quando poderiam estar fazendo o que a Doutrina Espirita tem de mais bonito: consolando e direcionando almas para amor incondicional. E o amor tem um problema: não se ensina a amar falando ou escrevendo, ajuda muito, mas o grande problema do amor é que se ensina a amar, amando, acontece algo dentro da pessoa, que essa convicção nunca se esmaece a alimenta para sempre essa alma.
    Eu gosto das discussões que a Dora inicia e tenho para mim que ela é uma especialista em nos provocar reflexões. E trago, mais um trecho do ESE que considero oportuno que serve para dentro e fora do espiritismo, para o acontece na nossa sociedade hoje e também o que ocorre dentro do Espiritismo: “São chegados os tempos em que se hão de desenvolver as idéias, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Têm elas de seguir a mesma rota que percorreram as idéias de liberdade, suas precursoras. Não se acredite, porém, que esse desenvolvimento se efetue sem lutas. Não; aquelas idéias precisam, para atingirem a maturidade, de abalos e discussões, a fim de que atraiam a atenção das massas. Uma vez isso conseguido, a beleza e a santidade da moral tocarão os espíritos, que então abraçarão uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e descerra as portas da felic idade eterna. Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá. – Um Espírito israelita. (Mulhouse, 1861.

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  6. Marcus Braga disse:

    Essa discussão nos traz uma outra questão subjacente, mais complexa que a desumanização. A visão que anda por aí que analisar e criticar, discutir e refletir sobre a prática e o movimento espírita, constitui uma falta de caridade, um “pecado”. Um pensamento que subverte a lógica de Kardec e a própria ideia de disciplina, colocando todos como impassíveis diante de tudo que se coloca, que se traz na psicografia, que venha de um livro de encarnado. Deveras preocupante, e as manifestações ao texto indicam essa postura.

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  7. Margarete Regina Pereira disse:

    Muito boa suas obs ..
    Li seu artigo anterior e compreendo seu parecer sobre o mesmo. Passei por situações muito parecidas. Um livro q resume td esse conflito e nos chama atenção sobre esse comportamento no movimento espírita “No final da última hora” pelo espírito Lucius do autor André Luiz Ruiz…
    Me ajudou muito a ver que nós espíritas não estamos com o conhecimento absoluto, como vc diz nos 2 artigos: temos de ser exemplo de acolhimento e paz.

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  8. vinicius disse:

    Além do acolhimento, esqueceram também da segurança geral dos frequentadores: por ser um prédio grande, há seguranças privados lá. Devem ou deveriam fazer mais rondas por todo o prédio.
    Se preocupam mais em destratar os pobres mendigos que ficam na porta pedindo miseras moedas ao invés de percorrer os 9 andares e ver se está tudo ok.
    A partir do momento que se constrói uma grande estrutura precisa administrá-la: se não tem como continuar tente passar para outros ou feche !
    E dinheiro tem ou deveria ter: contribuições mínimas de 60,00 por sócio ou contribuinte, livraria, eventos. E se precisar de mais dinheiro peçam 1,00 , 2,00 e não 60,00!

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  9. Cleide Sousa disse:

    Dora, amo a doutrina, por 10 anos (dos meus 20 aos 30) trabalhei ativamente, coordenei grupo de jovens, fiz palestras, participei de grupos de estudos, organizei retiros de carnaval. Mas se o aprendizado foi profundo, muitos espinhos e pedradas também recebi. Chegou ao ponto, de em um estudo sobre as Bem Aventuranças (que relacionei à evolução espiritual, e usei a escala espírita do L.E. e as falas dos espíritos sobre a felicidade possível na terra e a real felicidade), uma senhora, antiga no movimento, tomar 15 minutos da minha fala, me xingando e humilhando em frente à plateia, dizendo que não havia nenhum cristianismo e evangelho na minha fala, que eu era extremamente racional. No dia, chorei muito, hoje, 10 anos passados, entendo que as pessoas ainda acreditam que a razão exclui o sentimento, e que eu tinha de ter uma fala mansa, complacente. Fui muito atacada por gostar de estudar Kardec, por querer investigar, dialogar com ciência. Acabei cansada da batalha. Há uns 10 anos não frequento nenhuma casa, meus melhores amigos, ainda são pessoas do meu grupo de jovens, os amo e admiro, mas tenho de dizer, que as piores pessoas que conheci, também foi no movimento espírita. Continuo lendo, estudando, fazendo culto no lar, discutindo assuntos com meus amigos, mas não consegui retornar à rotina de frequentar casa espírita como fazia na minha juventude… quem sabe um dia? Mas lendo seu texto, senti muito do que vi nestes 10 anos intensos de atividade no movimento.

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  10. Katia disse:

    Bem colocado, já frequentei diversas casas espiritas, igrejas católicas e evangélicas, em todas encontrei pessoas que por não conseguirem galgar degraus na sociedade como pessoas comuns, lá puderam e podem colocar para fora seu super ego. Porém uma vez alguém me disse “os que mais precisam aprender são aqueles que lá estão”. É só ativar nosso super filtro e assimilar o que vale a pena.

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  11. Cristina disse:

    Perfeita análise!

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  12. Que bom ler um texto lúcido sobre o espiritismo!! Que você possa continuar assim encorajada e serena para trazer esse alerta e também manter esse espaço que liberta e acolhe! Abraços.

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  13. Edna Falcão disse:

    Concordo plenamente!….
    Infelizmente este é o “retrato”, da maioria dos espíritas que se dizem; militantes, trabalhadores da Vinha do Nosso Mestre JESUS!… equivocados, sentem-se “donos poderosos”… daquele cantinho que fundaram ou que já acharam pronto, para assumir com sua “liderança e sabedoria”, dos Ensinamentos de JESUS!… que na maioria destes “líderes”… ainda bem se deram tempo e trabalho de Estudar profundamente O Livro do EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO!.. quanto mais os Livros: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Livro O Céu é o Inferno e O Livro A Genêse…
    E dirigem Grupos Espíritas e se dizem espíritas!….. COMO SOMOS ESPÍRITAS SE NÃO CONHECEMOS, NÃO ESTUDAMOS PROFUNDAMENTE O ESPIRITISMO??????
    SENHOR!… TENDES MISERICÓRDIA DE NÓS, ASPIRANTES DA DOUTRINA ESPÍRITA….
    JESUS CONOSCO!…

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  14. Rafael Teixeira disse:

    Bastante pertinente o assunto. Ja´ frequentei muitos centro pra saber como esses jogos de poder, burocracia, dominam a liderança do movimento. No geral os frequentadores só usam o tempo todo mascaras de bons espíritas e na primeira oportunidade apunhalam pelas costas, e se você reclamar é “melindre”, você que “precisa fazer reforma intima” e saber tolerar. Por essas e outras que eu me afastei do kardecismo. É interessante que as pessoas no geral agem da mesma forma quando tem poder e reclamam da mesma forma quando não tem. No artigo citado sobre perseguição ideológica citam muitos casos de conservadores perseguindo e discriminando espíritas de esquerda, e eu na época que frequentava, mesmo demonstrando opiniões de esquerda não cheguei a sofrer isso, talvez por serem outros tempos, por não ter essa polarização política absurda que encontramos hoje. Porém ja passei muito pela situação inversa frequentando ambientes de esquerda, e com extremistas me julgando por não ser de esquerda o bastante, querendo impor sua posição política como regra moral pra todos, sofri perseguição e até censura, e esbarrei nesse tipo de extremismo inclusive em grupos espíritas universitários. Minha ressalva é só tomar cuidado para não taxar um inimigo “na direita”, e esquecer que a esquerda no poder age do mesmo modo, porque o problema todo não esta em orientações políticas, mas é um problema ético, na natureza humana.

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  15. Fabrício de Maicy Bezerra disse:

    Dora, não li a primeira postagem sobre a questão colocada, mas vejo esta como irretocável. Discordei de você há algumas semanas quanto à perspectiva colocada no debate sobre a “pureza doutrinária” (acho triste esse nome, tanto quanto à forma em que o debate foi colocado). Mas, aqui, gostaria de expressar minha concordância, especialmente com os pontos que você elencou como remédio (muito didático e preciso). Precisamos mesmo tocar nas feridas; não há progresso intelecto-moral sem que os olhos estejam abertos e a disposição seja corajosa.

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  16. Precisamos conhecer a energia que somos e como atuar com equilíbrio vibracional …
    JESUS – VOCÊS SÃO DEUSES E PODERAM FAZER MUITO MAIS…

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  17. Faz um bom tempo que sigo meu próprio caminho,não me ligo a instituição alguma.quando posso ajudar, ajudo. Ouço,, as vezes dói, outras não, fico calado e sigo.

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  18. marcoafrezende disse:

    Mais uma vez você toca em pontos essenciais vividos no Movimento. Com muita clareza propõe uma reflexão fundamentada e traz algumas sugestões para o enfrentamento da questão de forma serena e verdadeira . Resta saber se os arautos estão dispostos à auto reflexão. Abraços …

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  19. Linda Maria disse:

    Realmente, um enorme calcanhar de Aquiles. Uma realidade. Para se conquistar o poder (presidencia da instituiçao) forma-se a base aliada. Para se manter no poder, usa-se recursos – nada humanizados e amorosos – para ampliaçao desta base aliada. E, o mais complicado, ignorantes dos principios kardecianos e completamente iludidos pelos “ensinos” emanuelistas e andreluizista, acham de fazem a caridade. Tristes tempos!
    Nota: sou uma excluida. E por defender com enfase a necessidade de estudo DAS OBRAS DA CODIFICAÇAO. Vamos que vamos!! O artigo mexeu mesmo numa ferida…e que ferida!!!

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  20. Alcionefgarcia disse:

    Olá.
    Inteiramente de acordo com o comentário da Dora.
    Depois de trabalhar e estudar em uma ma CasA espírita por 30 anos com. Dp persistência, quando mudei de bairro rrro aí convite a recomeçar do zero na nova Casa por mim procurada.penso que com uma conversa. Poderiam nos conhecer e ver que não perturbaríamos a Casa,como ouvi.

    E passei por outras coisitas mais.

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  21. Patrícia Simões disse:

    Boa tarde,
    fiquei abismada com a repercussão do artigo. Abismada, pelo teor dos comentários criticando tal artigo. Ele deveria servir de atenção: “olha colaboradores espíritas, não se esqueçam do orar e vigiar, não se esqueçam da máxima que tanto repetem automaticamente, como um mantra ¨fora da caridade não há salvação¨”. Era para fazermos uma auto-crítica. Não para nos sentir ofendidos! Mas a ofensa doeu porque poderia ter sido na Casa Espírita de qualquer um.
    Esse artigo agora, chamou novamente esse pessoal a reflexão. Sempre que esse tipo de atitude arrogante aparecer, vamos lembrar dos nossos exemplos: Jesus, Chico Xavier, só pra começar, onde a simplicidade, a humildade, mostravam o que realmente se espera de quem se diz cristão.
    Desculpe se me prolonguei, mas gostaria de te dizer que, ainda bem, existem lugares que ainda não foram contaminados com o orgulho ou a vaidade. Ainda existem lugares que nem nome tem direito, mas têm pessoas realmente caridosas, no sentido de procurar ajudar no que precisar. Eu mesmo faço parte de uma instituição inserida no meio da comunidade carente, com pessoas que vem de longe, de coração aberto dar o que tem de melhor: seu amor.
    Espero que esse artigo sirva mais uma vez para reflexão. Vamos olhar pra nossas Casas, vamos procurar melhorar no atendimento ao próximo, ser solícitos, gentis. Afinal, não é parar isso que vamos lá? Somos humanos imperfeitos sim, mas procurando melhorar.

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  22. denir Lopes disse:

    Eu sei bem o que seja o tal MEB MOVESP Movimento Espírita, aprendi do Espiritismo desde meus cinco aninhos na antigas escolinha chamadas Aulas de Moral Cristã e vim participar de Mocidades Espíritas desde o meus 12 anos, depois de casado , aos 23 anos vim participar do MEB, e começou a desilusão. E vi os espiritas pentaqueuquistas:”não está em Kardec?,Então não vale.”. Viajei por muitas cidades, e a noite depois do trabalho profissional eu procurava uma casa espírita, entrava me sentava, e todo mundo da casa, me olhava e sabia que eu não era dali, e em nenhuma, nenhuma mesmo, alguém veio me cumprimentar ou perguntar o que eu estava fazendo ali.
    Numa das casa, os médiuns que iam para a sala de atendimento, passavam dando passes mansinhos e de mãos postas em oração, assim como se fossem santinhos.
    e os palestradores naquela e ser o Espiritismo a religião do futuro, e dos pobres coitados qe ainda não entendem do espiritismo, um dia virem ser iguais as espíritas(Um dia eles chegarão até onde nós já estamos. E toca a julgara e definir de quem sofre isso ou aquilo o é porque fizeram igual a outrem e encarnação passada, e os espírita sabem até o que virão sofrer em encarnação futuro, os tais criminosos de hoje.
    Os Espíritas de tribuna são bons nisso, e parodiando então: Devem ter sido juízes e carrascos em vidas anteriores. Uai, minha gente !
    Dá até medo meter-se com tais espíritas togados ou ortodoxos

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  23. Claudio disse:

    Infelizmente é o retrato do nosso movimento. Nos preocupamos com o rumo do movimento, lembrando sempre aquela frase de Leon Denis, que o Espiritismo será o que dele fizermos…

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  24. “Espíritas, amai-vos, este é o primeiro mandamento e instruí-vos, eis o segundo”. Quando é que o Espírito de Verdade deixará de ser palavras para ser “transformação” em nós? Tenho certeza que este dia chegará, vivo por isso!

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  25. Gislaine Cardoso Alves Luzia disse:

    Gostei muito da sua colocação …. Acrescentaria não mudem de casa espirita, fiquem….”Um Elefante incomoda muita gente”…. A Casa Espirita é publica não deveria ter dono….É de todos…

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  26. Adriana disse:

    Muito bom o texto. Vivenciei situações semelhantes às relatadas.

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