
Gosto de comentar acontecimentos políticos e sociais à luz dos pressupostos espíritas. Para mim, a doutrina espírita é um organismo vivo e dinâmico que vive em constante atualização. Por isso, requer de nós constante sintonia com o que vai pelo Brasil e o mundo. Assim, podemos contribuir, mesmo que timidamente, para que os leitores – sejam ou não espíritas – percebam que o espiritismo kardecista pode oferecer bem mais do que se supõe.
Foi com este pensamento que mergulhei no caso do humorista brasileiro Léo Lins. Em junho de 2025, ele foi condenado pela justiça a uma pena de pouco mais de oito anos de prisão e pagamento de vultosa multa por proferir piadas ofensivas a vários grupos sociais num show realizado em 2022 que foi filmado e acabou viralizando na internet. A sentença se deu com base nos crimes de racismo e discriminação generalizada, já que, como bem observou o jornalista Ricardo Mello nas redes sociais, Léo Lins praticamente gabaritou o Código Penal. Ofendeu negros, pessoas com deficiência variadas (nanismo, surdez etc.), soropositivos, mulheres, vítimas de pedofilia, imigrantes, crianças, pobres, idosos, indígenas, gente que desencarnou em tragédias… Foi um show de horrores, não um espetáculo de humor. O caso, contudo, ainda não está encerrado. Cabe recurso.
Como o suposto humorista roteirizou p próprio desempenho e não é nenhum inocente em matéria de direitos e deveres, sabia muito bem o que estava fazendo e correu o risco deliberado de disparar sua metralhadora depreciativa. Foi xenófobo, capacitista, homofóbico, racista, etarista, aporofóbico, misógino… Tudo isso de uma vez só.
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