Perguntas e críticas frequentes de espíritas conservadores

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Ou tudo o que você sempre quis saber sobre o pensamento progressista, mas tinha medo de perguntar!

Depois da polêmica envolvendo a fala de Divaldo Franco respondendo a perguntas de uma platéia formada por jovens num congresso transmitido ao vivo para as redes sociais, da resposta dos espíritas que apontaram nessa fala o conservadorismo moralista e dogmático que infelizmente é central no movimento espírita brasileiro, e da nossa proposta prática para uma vivência espírita progressista, recebemos uma enxurrada de comentários. Muitos de apoio, de alívio, de simpatia por um posicionamento que abre o debate sobre as várias divisões internas que já existem no espiritismo e os problemas que delas decorrem, assim como muitos comentários indignados, de pessoas que se sentiram agredidas, de defensores do médium baiano, que viram nossa crítica como uma violência, como uma ação maligna que quer enfraquecer ou até matar o próprio espiritismo.

Compilei aqui alguns dos argumentos mais recorrentes para tentar acalmar os ânimos exaltados e jogar um pouco de razão no debate.

1 – Uma das críticas mais recorrentes é a escolha da palavra “progressista”. Uns vêem como uma redundância (já que espírita e progressista seriam sinônimos), e que adjetivar o espiritismo só serviria para dividir o movimento. Outros entendem como uma referência a ideologias políticas de esquerda, que são materialistas (condenam a religião), e por isso se opõem totalmente ao espiritismo. Ainda que historicamente o termo “progressista” tenha servido para adjetivar ideias e ações de grupos com visões de mundo muito diferentes, no contexto político atual, ele está associado à luta pelos direitos civis e movimentos sociais que debatem a desigualdade de grupos minoritários (que vão desde da luta pela igualdade para todas as variações de gênero e etnia até a defesa de agendas ambientalistas). E aqui vale uma ressalva – essa defesa de minorias e direitos humanos e agenda ambiental pode ser uma bandeira tanto da esquerda (com um Estado que intervém na economia e implementa ações afirmativas), como de direita (com um Estado que desonera empresas que, em nome da responsabilidade social, investem em ONGs que atuam nessas frentes).

Fora isso, a luta por liberdade, igualdade e fraternidade são ideias do “progressista” Iluminismo francês (que influenciou Kardec, por sinal). Associar essa luta apenas a tentativas de implantar pela violência o socialismo que explodiram e depois implodiram no século XX, é uma visão distorcida da História.

2 – Dessa compreensão política de “progressistas” decorre outra crítica – o entendimento de que não podemos misturar política com religião (a César o que é de César, a Deus o que é de Deus – Mateus 22/21),  Para contrapor essa compreensão eu recomendo o vídeo abaixo (de um pastor evangélico) que tem uma leitura distinta para a mesma citação bíblica:

Se ainda como algumas pessoas argumentaram, essa leitura do evangelho é apenas uma interpretação desse pastor, e portanto não é obrigatoriamente a “verdade” (só lembrando que a leitura que afirma a separação entre política e religião também é uma interpretação!), assista a esse outro vídeo do pastor.

Fica claro aqui que setores progressistas da Igreja Católica, das igrejas evangélicas e do movimento espírita têm discursos semelhantes. O próprio Papa Francisco atualmente poderíamos categorizar como um papa “progressista”. Toda a imprensa, de todas as cores ideológicas fala dele com esse qualificativo. Basta fazer breve pesquisa no Google.

3 – Como defendemos agendas progressistas (como as citadas no item 1) e compreendemos que não é possível separar a vivência religiosa da vivência política, nossas posturas são percebidas como defesas de ideologias socialistas e/ou comunistas (portanto materialistas dentro de uma visão marxista que entende a religião como alienação). Nessa leitura rasa, os críticos entendem o espiritismo progressista como um espiritismo materialista (o que é sem dúvida impossível!). Léon Denis, no prefácio do livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor, faz uma crítica contundente a Marx e sua doutrina que inspirou os regimes socialistas do século XX (que se impunham pela violência). No entanto, o mesmo Léon Denis escreveu o livro Socialismo e Espiritismo aproximando essas duas ideias porque ele entendia que se a espiritualidade e a transcendência entrassem nessa ideologia, o resultado político de uma vivência espírita seria algo muito próximo do socialismo (não aquele que já foi tentado, mas uma experiência nova, ainda inédita). Nas palavras de Rosa Luxemburgo, uma socialista polaco-alemã, assassinada em Berlim em 1919: “É preciso auto-disciplina interior, maturidade intelectual, seriedade moral, senso de dignidade e de responsabilidade, todo um renascimento interior do proletário. Com homens preguiçosos, levianos, egoístas, irrefletidos e indiferentes não se pode realizar o socialismo.” Por isso, o maior investimento da ABPE é na educação.

4 – Na tentativa de encontrar provas doutrinárias que desmentiriam essa aproximação entre ideologias libertárias e igualitárias e a vivência espírita, os críticos sempre citam a questão 811 do Livro dos Espíritos, sobre a desigualdade das riquezas:

Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas?
“Não; nem é possível. A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.”
a) – Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade. Que pensais a respeito?
“São sistemáticos esses tais, ou ambiciosos cheios de inveja. Não compreendem que a igualdade com que sonham seria a curto prazo desfeita pela força das coisas. Combatei o egoísmo, que é a vossa chaga social, e não corrais atrás de quimeras.”

Em primeiro lugar devemos considerar que a própria concepção que temos hoje do que é RIQUEZA não é a mesma que se tinha no século XIX. Consideremos índices como o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ou o FIB (Felicidade Interna Bruta) que ajudam a determinar propostas de desenvolvimento sustentável. Os espíritos estavam falando para um público que tinha uma determinada visão de mundo (limitada pelo grau de complexidade característico daquele momento).

Outra passagem sobre a desigualdade das riquezas fala assim:

Capítulo XVI do Evangelho Segundo o Espiritismo, item 8:
”A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.”

Precisamos sempre ter em mente que o Livro dos Espíritos e o Evangelho Segundo o Espiritismo foram escritos em meados do século XIX. E há respostas como essas, que lembram ideias de meritocracia e ideário neoliberal, mas há outras que parecem tiradas de um livro socialista. Apenas para citar três delas:

“O direito de viver confere ao homem o direito de ajuntar o que necessita para viver e repousar, quando não mais puder trabalhar? – Sim, mas deve fazê-lo em comum, como a abelha, através de um trabalho honesto, e não ajuntar como um egoísta.” (KARDEC, item 881)

“A desigualdade das riquezas não tem sua origem na desigualdade das faculdades, que dão a uns mais meios de adquirir do que a outros? — Sim e não. Que dizes da astúcia e do roubo?” (KARDEC, item 801)

“Há, entretanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens? — Para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro.” (KARDEC, item 922) “Numa sociedade organizada segundo a lei do Cristo, ninguém deve morrer de fome.”

Como se vê, há possíveis leituras liberais e possíveis leituras socialistas das obras de Kardec. Podemos aventar a hipótese (mas isso é tema para outros artigos) de que há espíritos também que são mais à direita e outros que são mais à esquerda. Os espíritos  são seres humanos desencarnados e ainda guardam visões de mundo que tinham em vida. A equipe que trabalhou com Kardec não era constituída de espíritos puros, mas oriundos do caldo cultural de sua época. Basta ver que no Evangelho segundo o Espiritismo, quase a totalidade das mensagens são de padres! E aliás, foi o próprio Kardec que nos ensinou a dessacralizar os espíritos.

O mais interessante porém, em relação a essa questão da distribuição das riquezas, é que em nosso século XXI, figuras (nem um pouco socialistas) como Mark Zuckerberg, Elon Musk e Bill Gates defendem a ideia da renda mínima universal como uma solução para a quarta revolução industrial. Hoje a produção de alimentos, por exemplo, pode alimentar todas as pessoas do planeta e ainda sobra. No entanto, o número de pessoas que passa fome ou é subnutrida é enorme (e esses bolsões de miséria estão na maioria dos países, independente de sua ideologia política ou econômica).

5 – Os críticos dizem que se as respostas para as perguntas de Kardec foram ditadas por Espíritos SUPERIORES, coordenados pelo ESPÍRITO DA VERDADE (que é o próprio Jesus!), e por isso são imutáveis pelo alto teor moral implícito nessa superioridade. Outro argumento é que o espiritismo é O CONSOLADOR prometido, então deve ser lido como uma revelação (assim como os dez mandamentos). Esse mesmo argumento garantiria um selo de “verdade” automático para os escritos de espíritos por intermédio de médiuns como Chico Xavier e Divaldo Franco. Aliás, a relação deles com espíritos que nos brindam com mensagens e histórias edificantes, além dos trabalhos sociais desenvolvidos por tais médiuns, seriam provas da superioridade desses médiuns que por isso não poderiam ser criticados nem questionados.

O uso desse tipo de argumento de autoridade cria uma divisão. É a mesma lógica de falarmos que existem “crianças índigo” que são diferentes das demais crianças, ou em caídos de um lado e iluminados de outro, obsessores (do mal) e obsidiados (atendidos). Essa rotulação (julgamento) é completamente oposta à essência do espiritismo. Somos todos espíritos em evolução e nossa ascensão moral é inexorável. Temos todos uma essência divina. O que nos diferencia momentaneamente é a forma como escolhemos lidar com as dores morais e emocionais que carregamos. A autoridade moral (essa sim verdadeira) está diretamente relacionada à nossa capacidade de empatia e amor ao próximo (e portanto não é imposição, e sim fraternidade).

Assim como as obras de Kardec precisam ser analisadas dentro do contexto histórico em que foram escritas, o próprio Rivail precisa ser visto como um homem do século XIX, que  sofria influências dos conceitos da sociedade onde estava inserido. Também os livros produzidos pelos médiuns que lideram o movimento espirita brasileiro, precisam passar pelo filtro da metodologia de Kardec, e os médiuns precisam ser vistos como seres humanos falíveis. Se eles são “apenas seres humanos”, nós nos aproximamos deles (empatia), e isso nos alivia da carga pesada das culpas e sentimentos de inadequação e incapacidade.

A abertura (progressista) que nós da ABPE propomos é no sentido de recuperarmos a essência investigativa, racional e metodológica de Kardec na prática espírita dos centros, das reuniões de estudo, das reuniões mediúnicas, entendendo que tanto a reencarnação, quanto a comunicação entre encarnados e desencarnados são fenômenos naturais que devem ser abordados sem dogmas e com racionalidade. A natureza moral da evolução é também um conceito bem fundamentado por Kardec em suas investigações. Tudo que vá além disso precisa de método para deixar de ser especulação e passar a ser um conceito abraçado pela doutrina.

 

Agradecimentos a Dora Incontri e Litza Amorim pelas contribuições ao texto!

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10 respostas para Perguntas e críticas frequentes de espíritas conservadores

  1. André Luiz Alberto Moore disse:

    Com relação aos espíritos que trabalharam nos textos do livro Evangelho Segundo o Espiritismo que foi citado que a maioria viriam da igreja católica . Não se pode negar a estratégia da comunicação para fins investigativos a literatura usada pelos espíritos que escolheram usar personalidade atual na épona da codificação como um padre foi para facilitar o trabalho dos médiuns . Não se pode afirmar que eram padres ,mas que preferiram se identificar como tal , por já terem sido padres. O Espírito da verdade sabia que eles seriam mais úteis à codificação e às opiniões futuras e importantes do meio clerical .
    Na Umbanda vemos o contrário o espírito preferiu se chamar Sete Encruzilhadas ao invés do padre que fora na Igreja Lógico que isso tem a ver com os tipos de médiuns que formariam a Umbanda

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  2. ionara da costa disse:

    gostei bastante do texto, e gostaria de tecer alguns comentários. Fica a ressalva de que não sou propriamente uma espírita, mas alguém bastante familiarizada com a doutrina, e que convive com muitos espíritas, há muito tempo. Porém, corrijam-me se necessário. Meus comentários, acredito, estão basicamente relacionados ao ponto 4 do texto. A) acrescentaria as questões/respostas 806 e 806a do Livro dos Espíritos, sobre as Desigualdades Sociais: “806: A desiguale das condições sociais é uma lei da natureza? Não. É obra do homem e não de Deus. /806a: Essa desiguale desaparecerá um dia? Apenas as Leis de Deus são eternas. Vós não vedes essa desigualdade se apagar pouco a pouco todos os dias? Desaparecerá juntamente com o predomínio do orgulho e do egoísmo, apenas restará a diferença do merecimento (…).”. A estas perguntas, gostaria de adicionar alguns pontos do Capítulo III (Há Muitas Moradas), do Evangelho Segundo o Espiritismo, itens 9, 10 e 11 sobre mundos inferiores e mundos superiores. B) item 9 “Nos mundos que chegam a um grau superior, as condições de vida moral e MATERIAL são muitíssimo diversas das da vida na Terra. (…). C) item 10. “Nesses mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre. Não há senhores, nem escravos, nem PRIVILÉGIOS PELO NASCIMENTO; só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre as condições e dá a supremacia. (…) Possuem bens, em maior ou menor quantidade, conforme os tenham adquirido, mais ou menos por meio da inteligência; ninguém, todavia, sofre, por lhe faltar o necessário, uma vez que ninguém se acha em expiação. Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe.”; D) item 11. “No vosso [a Terra], precisais do mal para sentirdes o bem; (…) Naqueles outros [nos mundos superiores] não há necessidade desses CONTRASTES. (…)”. Agora um pouco do meu entendimento e interpretação, aqui é possível seja necessário que me corrijam. / E) misérias, desigualdades, sobretudo sociais, pobreza, é coisa de mundos de expiação como a Terra; / F) De conversas e leituras espíritas entendo que a Terra estaria em processo de transição de um mundo de expiação e provas para um mundo de regeneração. Alguns textos chegam a dizer que isto aconteceria por volta de 2050 (nisto sou um pouco cética). Não sei quão fundamentado isto está na doutrina espírita, e também quão consensual isto é. De minhas leituras do Evangelho Segundo o Espiritismo e do Livro dos Espíritos, fico muitas vezes com a impressão que tratam mais de evolução INDIVIDUAL, isto é, que espíritos individualmente poderiam evoluir para mundos superiores. Alguém saberia me indicar passagens destes textos que tratariam da possibilidade de uma evolução COLETIVA, isto é, que a Terra pudesse evoluir coletivamente para um mundo superior, ou melhor, imediatamente superior, transformando-se em um mundo de regeneração? / G) enfim, assumindo que esta evolução COLETIVA seja possível, e a Terra possa se tornar um mundo de regeneração, isto significaria que as desigualdades sociais diminuíram significativamente (pelo que entendi, elas desapareciam se a evolução fosse para uma categoria ainda mais superior, isto é, mundos ditosos/felizes). E como acredito que esta melhora generalizada no plano global não se daria de um dia para o outro, como em uma passe de mágica (“pronto, agora somos um mundo de regeneração”), mas que EVOLUIRIA nesta direção, resta perguntar como devemos fazer para que alcancemos este ponto. / H) Acredito que isto implica repensar a noção de CARIDADE. Em um mundo sem ou com bem menos desiguales sociais, a noção de desigualdade deve ser completamente outra. Além disto, da forma como parece se pratica a caridade na Terra, parece que precisamos de pobres (no sentido material) para exercermos a caridade. Mais ou menos como diz o item 11 (no ponto D acima) de que “No vosso [a Terra], precisais do mal para sentirdes o bem; (…) Naqueles outros [nos mundos superiores] não há necessidade desses CONTRASTES. (…)”. Entendo que a caridade deva ser repensada no sendo de contribuir para esta evolução COLETIVA, e isto passa pelos “ideais” progressistas. E para tanto, difícil pensar nesta evolução coletiva, sem engajamento POLITICO, já que todas as dimensões da vida envolvem a política. O conservadorismo, ao contrário, implica perpetuar as desigualdades, e “congelar” a Terra na sua atual categoria de mundo de expiação e provas. / I) isto aconteceria, por conta justamente do EGOÍSMO dos indivíduos, que parecem só se importarem com sua evolução INDIVIDUAL, negligenciando o COLETIVO, o COMUM (COMUNISMO entendido como a defesa do interesse coletivo como o objetivo maior da caridade). Em linha com algumas críticas ao Divaldo, que aqui expresso sem a elegância que li/ouvi de espíritas progressistas: é muito bonitinho fazer obras de caridade, para acolher excluídos e injustiça do sistema dominado pelo CAPITAL (isto deve garantir alguns pontos para a evolução individual, bem, questionável…), mas apoiar este sistema injusto que cria tanta desigualdade e injustiça (… daí que se pode questionar se contribui até mesmo para a evolução individual, pois acredito que aos olhos de Deus, este “detalhe” não passe…). Portanto, vamos a luta por um melhor melhor, mais justo, em que todos possamos evoluir para um mundo de regeneração. /// Comentários, sugestões e correções são muito bem vindos.

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    • Dora Incontri disse:

      Ionara, achei suas pontuações bastante pertinentes. Em relação à chamada transição de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração, há no espiritismo de Kardec e mais ainda no movimento espírita, uma espécie de milenarismo (ideia de muitos movimentos religiosos judaicos, cristãos de que vai se iniciar um novo tempo de mais felicidade num determinado ponto de tempo, mesmo as doutrinas socialistas e o próprio marxismo têm traços de milenarismo). Ao dizer isso, estou relativizando um pouco esse conceito de transição. Estamos sempre em transição e evolução nesse mundo e cabe a nós promover as mudanças individuais e coletivas para que caminhemos para uma sociedade mais justa e fraterna.

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    • Altair de Oliveira Marcelo disse:

      Olá Ionara,
      Boas suas considerações e reflexões. A título de contribuição, você já leu: A caminho da luz – Emmanuel/Chico Xavier?

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    • Luiz Miranda disse:

      Bacana! Gostei!

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  3. Descobri este blog após toda a repercussão com a fala do Divaldo Franco no Congresso de Goiás e cada vez mais me identifico com as ideias de vocês. Fico feliz em ver que não estou “sobrando” no espiritismo. Obrigada

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  4. Luiz Miranda disse:

    Gostaria de parabenizar o texto acima. Pela primeira vez li um texto que se denomina espírita se tratando os mentores de Kardec com senso crítico. O que neutralizou o caráter científico do espiritismo, achou eu, foi uma negação do pensamento crítico. A ideia de “terceira revelação” contribuiu muito para tal. Pois uma “revelação divina”, por princípio, não pode ser submetida à crítica e só pode ser superada por outra “revelação”. Ciência não se desenvolve com esse tipo de pressuposto. Bacana, um pouco de ar fresco no kardecismo.

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  5. Maria Angélica de Oliveira Nascimento disse:

    Descobri esse site recentemente e o mesmo tem sido muito útil, principalmente por apresentar posições com as quais me identifico e dirimir dúvidas doutrinárias. Através dele descobri que posso continuar sendo progressista sem me afastar da Doutrina Espírita, um lenitivo para quem vivenciava um conflito de consciência

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  6. Romiria Lima disse:

    O que sinto que os livros de Kardec,estão tomando o rumo da Bíblia, já com interpretações divergentes. A grande família espírita em breve já não mais existirá.
    Já vejo espíritas combatendo outros espíritas.
    Já ouvi espíritas dizendo: Divado não me representa, ou fulano de tal não me representa, ou ainda: Sou da linha tal da doutrina espírita.
    Me perdoem, pq não sou pessoa muito esclarecida, e vejo pelos comentários anteriores que são de pessoas inteligentes e de muito conhecimento.
    Estou muito triste por ver que não era o que eu pensava.
    Mais uma vez peço desculpas por minha ignorância.
    Abraços fraternos

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  7. Tânia Regina Carvalho Santos Leite disse:

    Há algum tempo venho me sentindo deslocada e desconfortável na doutrina espírita. Concordo plenamente com tudo o que foi colocado aqui e reforçando que não existe evolução individual que não leve em consideração a evolução e o bem-estar coletivo. Estou feliz por não ser uma voz destoante.

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