16 respostas para Espiritismo e marxismo: um diálogo necessário

  1. Waldomiro Pereira da Silva disse:

    Extremamente atual a discussão deste tema.

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  2. Waldomiro Pereira da Silva disse:

    Até que enfim aberta está discussão.

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  3. apmota disse:

    Ótima abordagem. Excelente apontar os conceitos de materialismo histórico e materialismo, isso deverá dar novas perspectivas aos espíritas que entendem que marxismo é antagonico ao espiritismo. Parabéns J. P . Magalhães.

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  4. LUIS LANDES DA SILVA PEREIRA disse:

    O tema é interessante. Léon Denis, de certa forma, iniciou estudos nesse sentido.

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  5. Paulo Cezar Fernandes disse:

    A autora parece conhecer um pouco mais do Marxismo do que do Espiritismo, e menos ainda de Allan kardec, pois, ao contrário do que afirma, Kardec não toma o Materialismo no sentido vulgar, mas, sim, Filosófico, como oposição ao Espiritualismo. Assim, o Materialismo combatido por Allan Kardec é equivalente ao que a contemporaneidade denomina Biologismo, ou seja, que o Ser Humano é constituído apenas por matéria, enquanto Kardec constituiu o pensamento Espírita, de que este é constituído por Espírito, Perispírito e Matéria.

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    • Vitor M disse:

      Parece-me que o amigo não compreendeu a diferenciação que a autora fez entre materialismo histórico e o materialismo alvo de Kardec. O materialismo no sentido vulgar é exatamente o que se opõe ao espiritualismo. Releia o início do 2º parágrafo.

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      • Paulo cezar Fernandes disse:

        Se foi essa a relação, ainda assim permanece o equívoco da autora, pois, o Materialismo em oposição ao Espiritualismo não é um conceito estabelecido pelo senso comum, mas filosófico.

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      • Vitor M disse:

        Hum, acho que entendi seu ponto, mas faltou-lhe a noção de que a autora escreve para um público espírita; e para esse grupo o materialismo filosófico é o senso comum.

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      • Paulo cezar Fernandes disse:

        Eu sou escritor Espírita, Mestre em Filosofia Moral de Kant pela Unesp, por isso lhe digo que Kardec contestava o Materialismo como essência do Ser Humano, e não o referido materialismo como meio de vida financeiro, vinculado ao entendimento do senso comum! Então, se ela quer falar para o público Espírita, como afirma Gilles Gaston Granger, em “A Ciência e as Ciências”, ela deveria ser também especialista em Allan Kardec para não ser leviana em sua crítica, e não no senso comum do Movimento Espírita Brasileiro, às vezes, sim, muito distante do que pensa o organizador do trabalho dos Espíritos.

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      • Vitor M disse:

        Discordo completamente de que houve alguma leviandade no texto da autora, tampouco de que ela se referia ao materialismo como apego aos bens materiais, como expus anteriormente. Está bem claro que ela trata o materialismo filosófico como o senso comum espírita. Quanto a sua diferenciação do público espírita para o público do movimento espírita brasileiro, no contexto em questão não faz qualquer diferença; os espíritas tratam o materialismo como o oposto do espiritualismo, assemelhando-o ao ateísmo, portanto, a ideia é válida para todas essas pessoas.

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    • Adson disse:

      A autora dividiu o materialismo em 2: aquele que compreende a teoria marxista e o materialismo em oposição à metafísica. Talvez tenha faltado essa percepção na sua leitura.

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  6. neypenalva disse:

    DIALÉTICA MATERIALISTA HISTÓRICA

    Marx e Engels juntam as duas formulações anteriores e acrescentam os dados históricos, criando o termo materialismo dialético histórico. Há luta dos contrários, mas isso se dá no âmbito da história. Observando as ocorrências históricas, Marx percebeu a luta de classes é que domina o mundo. Na Antigüidade, os escravos lutavam contra os senhores; na Idade Média, os vassalos lutavam contra os senhores feudais; em sua época, observando a Revolução Francesa, presumia que o proletariado deveria lutar contra os empresários. Daí, sua tese: “A superação do capitalismo está no próprio germe do capitalismo.

    A PERSPECTIVA DA DIALÉTICA MATERIALISTA

    Na perspectiva da dialética materialista, a matéria é eterna, essencialmente dinâmica, em permanente movimento ascensorial. Num determinado momento do seu curso evolutivo, aparece a vida; num determinado momento da evolução da vida, surge o homem, cujo cérebro produz o pensamento como reflexo dos movimentos anteriores. Aplicada à história, a dialética materialista significa que a evolução da sociedade é determinada, em última instância, pelo modo de produção dos meios de subsistência. Com base nessa observação histórica, Marx e Engels sustentam que “a história de toda a sociedade até os nossos dias é a história da luta de classes”. (Manifesto do Partido Comunista)

    MARXISMO E ESPIRITISMO

    MARXISMO E O ESPÍRITO

    O marxismo, como gerador de um sentimento materialista, vem sendo criticado pelos teóricos religiosos. Quanto a nós, seria conveniente descortinar novos horizontes de análise. Marx, como sabemos, era um cientista, e como tal, baseava-se na comprovação dos fatos. Os fatos materiais, aqueles que se podem apalpar, oferecem vasto campo à comprovação. Quanto aos dados do Espírito, a religião da época não lhe fornecia provas convincentes. Marx desconfiava das promessas da felicidade em outro mundo, na vida futura. Concentra-se assim apenas na matéria, no concreto. Não o faz por ódio, capricho, por querer contrariar a religião, mas por causa de sua sina de cientista. Ao Espiritismo cabe-lhe fornecer a dimensão do Espírito, entendido como Espírito, perispírito e corpo físico. (Mariotti, 1983 cap. II)

    MARX E KARDEC

    Marx libertou o homem da exploração econômica. Deu-lhe uma nova dimensão do ser quanto à sua função material na sociedade. Contudo, faltou-lhe a dimensão metafísica, da vida além-túmulo que o Espiritismo lhe pode oferecer facilmente. Com Marx, o ser humano morre para nunca mais nascer. A realidade do Espírito, contudo, explicada por Allan Kardec, é outra. Ele é imortal e pode retornar à terra quantas vezes forem necessárias para dar prosseguimento à sua evolução rumo à perfeição ensinada pelo mestre Jesus. (Mariotti, 1983, cap. III)

    DESMANDO INTELECTUAL

    Marx pode ter se inserido no mundo como um cientista. Não precisava ser radical ao ponto de negar a existência do Espírito, do sentimento religioso, inerente em todo o ser humano. O Espírito Emmanuel alerta-nos para os desmandos intelectuais, quando nos deixamos envolver demasiadamente pela demanda científica da sociedade. A vida é muito mais do que a ciência, do que a filosofia e do que a própria religião. O ser vivente é uma alma que aspira a uma íntima relação com o seu Criador, através dos ensinamentos trazidos por Jesus Cristo, nosso Mestre e Salvador.

    . CONCLUSÃO

    O Espiritismo é um farol que ilumina tudo quanto toca. Saibamos nos desprender dos bens materiais, deixando o nosso interior livre dos diversos vícios que possam tisnar a boa recepção dessa luz espiritual.

    BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

    MARIOTTI, Humberto. Parapsicologia e Materialismo Histórico. Tradução de J. L. Ovando. São Paulo: Edicel, 1983.

    POLIS – ENCICLOPÉDIA VERBO DA SOCIEDADE E DO ESTADO. São Paulo: Verbo, 1986.

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  7. Ricardo Mendonça disse:

    Acho que está longe de ser o ponto central da adesão conservadora dos espíritas. A grande maioria quando tem formação em áreas específicas passam longe do conhecimento das ciências humanas e sociais, então o debate tem sido com as informações gerais da sociedade sobre a realidade politica e social e não a partir de debates que envolvem conhecimento científico como a questão do materialismo histórico e dialético. Por outro lado, é preciso lembrar que o projeto espírita tem objetivos espirituais e o marxismo é um projeto para o mundo terreno, isto deve ser considerado e explica muita coisa.

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    • Paulo Cezar Fernandes disse:

      Se essa é uma matéria do interesse do prezado amigo, sugiro a leitura de uma obra do Filósofo Espírita Léon Denis, “Socialismo e Espiritismo”, pois esse autor bem apreendeu tanto o pensamento de Kardec, quanto à Revolução teórico-prática realizada neste campo, contemporânea do mesmo.
      Um fraternal abraço.

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  8. Leila cipriano disse:

    Como alguém pode ser espírita sem ser socialista?
    O medo incutido na mente do povo brasileiro durante a ditadura colaborou muito pra isso, aliado ao fato de poucos se interessarem em descobrir a verdade, aquela que liberta.
    Triste.

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  9. Marcelo Pacce disse:

    Excelente!
    O Espiritismo não tem que ser marxista necessariamente. Mas para ser Espiritismo, necessita ser solidário, tolerante, não beligerante, denefensor dos direitos humanos, progressista, não preconceituoso, amoroso e jamais estar ao lado de quem massacra o povo sofrido. O Espírita com E maiúsculo, necessita ao menos ler e praticar o que está escrito em Mateus capítulo 25. vv 31 a 46.

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