Quando os médiuns se tornaram gurus entre nós…

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Nesse cenário trágico que vivemos no Brasil, nessa semana foi lançada uma entrevista com o médium Divaldo Pereira Franco, que causou adesões entusiasmadas e críticas ardidas. Resolvi colocar o dedo numa ferida profunda que temos no movimento espírita, tomando os cuidados necessários para não ofender ninguém e tecer reflexões ponderadas.

Divaldo estava dando uma entrevista, falando generalidades, sobre questões morais, a respeito da sociedade de consumo etc. Tudo normal. Quando o entrevistador o encurralou em duas questões: uma sobre o caso Lava-Jato e a outra sobre aquela famigerada suposta profecia do Chico sobre 2019. Na segunda resposta, ele se saiu bem, relativizando datas, o que é uma obviedade espírita, e tomando a coisa num sentido mais amplo. Já na primeira… chamar os “agentes da ordem”, de “missionários do bem” e entre esses, estão os que lideram a operação Lava-Jato, aí a coisa se complicou seriamente. Chamar de missionários do bem pessoas que são questionadas por muitos juristas de peso, que aparecem se solidarizando com políticos de determinados partidos (também sob acusação), pessoas enfim, que não estão acima de qualquer suspeita e são, no mínimo, polêmicas… aí não dá.

Imediatamente, me lembrei, e outros se lembraram também, da infelicíssima fala da Chico Xavier no segundo Pinga-Fogo, apoiando a Ditadura Militar, nos seus anos de chumbo, em plena vigência do Ato Institucional nº 5, que suspendeu as garantias individuais no Brasil, levando à tortura, ao desaparecimento e à morte dos que se opunham ao sistema, instalado pelo Golpe de 64.

Mas aqui, o que quero discutir não é o mérito da questão política. Quero dissecar uma virada histórica que se deu no movimento espírita, de que até hoje sofremos as consequências. Quem tiver curiosidade e paciência, assista aos dois programas do Pinga Fogo, que foram ao ar em 1971, com 6 meses de distância. Aí, podemos observar claramente um fenômeno que se instalou na cultura do movimento espírita: de um programa para o outro, Chico passa de um médium humilde, tímido, cuja mediunidade prodigiosa é observada, analisada e mesmo celebrada, para a condição de um médium, muito seguro de si, inclusive com outra postura corporal, assumindo o posto de oráculo nacional, a ser consultado sobre todos os assuntos.

É bastante sintomático que no primeiro programa, Herculano Pires, sempre muito crítico de idolatrias igrejeiras, estava presente e atuante. No segundo programa, não.

O que se deu então… nesse momento, talvez simbólico, porque é claro que esse foi um processo que se desenvolveu no tempo, é que o movimento espírita passou a considerar os médiuns e, depois de Chico, vieram inúmeros outros, entre eles, Divaldo, como gurus, que podem falar, orientar e mesmo pontificar sobre qualquer assunto.

E Chico aceitou esse papel. Caiu na armadilha. Não tinha estrutura psicológica, talvez ainda guardando as carências da infância de orfandade, para se opor a isso.

Nesse momento, caiu por terra o axioma de Kardec, enunciado no Livro dos Médiuns: “o melhor médium é o que menos se engana”. Nesse momento, desapareceram todas as detalhadas e ponderadas instruções de Kardec a respeito da mediunidade. Por exemplo, há especialidades mediúnicas: um médium pode receber excelentes poesias, como era o caso do próprio Chico, mas isso não significa que possa falar algo de bom e relevante sobre política, sexualidade ou educação! E muito menos em nome dos Espíritos. Um médium não é um porta-voz sagrado dos Espíritos. E Espíritos, segundo Kardec “não são reveladores predestinados”, mas seres humanos como nós, apenas sem a veste do corpo.

Rendemo-nos assim aos atavismos dos gurus, dos xamãs, dos oráculos – aqueles que consultávamos em vidas pregressas, para sabermos como nos conduzir na vida, para decidir guerras ou casamentos…

Ora, o Espiritismo justamente tinha (e ainda tem!!) a proposta de propor uma relação crítica, emancipada, racional com o mundo espiritual. Kardec dessacralizou os Espíritos e entendeu as limitações dos médiuns e jamais os incensou. Nem o nome dos médiuns seus colaboradores, ele divulgava. O que aliás, conta a história, desagradou muito uma das médiuns que trabalhou com ele, a Senhorita Ruth-Céline Japhet, a ponto de ela ter se afastado de Kardec e tecido calúnias a respeito do mestre. Quando este já tinha desencarnado, Alexander Aksakof encontrou-a em Paris e ouviu horrores a respeito de Kardec, por uma Japhet despeitada de não ter sido citada nas obras, de que ele assumiu a responsabilidade como pesquisador.

O que se deu depois dessa entrada em cena dos médiuns gurus foi uma sucessão ininterrupta de livros, palestras, entrevistas, orientações, dadas a torto e a direito, pelos mais diversos médiuns no Brasil inteiro, que falam de depressão a física quântica, de transplante de órgãos a política… sem nunca terem estudado nada disso. Um festival de achismos, que acaba por ridicularizar o movimento espírita.

Outro fato apontado por Kardec e esquecido pelos espíritas é que os Espíritos verdadeiramente elevados não se metem em nossos assuntos. Suas orientações são apenas morais, filosóficas. Eles jamais tomarão partido, à esquerda ou à direita; jamais farão a ciência, que cabe a nós construir; jamais ditarão regras sexuais assim ou assado; jamais formularão tratados de educação ou psicologia. Podem nos inspirar, nos darem conselhos sutis e elevados, de ordem ética – mas jamais substituirão nosso trabalho enquanto encarnados. Eles têm uma perspectiva mais abrangente das situações e interfeririam com nosso livre-arbítrio se ditassem posições muito diretivas.

Posto tudo isso, ainda cabe uma pequena comparação entre a nossa atitude diante dos médiuns-gurus e dos juízes salvadores da pátria. Queremos sempre eleger ídolos e esperar ardorosamente que eles nos salvem, inclusive de nós mesmos. Sinto desapontar os iludidos. Nossa evolução individual e coletiva depende de cada um de nós. Não temos salvadores. Nem mesmo Jesus, o Espiritismo chama de Salvador. Ele foi alguém que não aceitou nem que o chamassem de bom e o tempo inteiro se autoproclamava “o filho do homem”, anunciando a sua proximidade conosco, embora nosso mestre em evolução. Então, gente, saibamos que médiuns, juízes, escritores, eu, vocês, somos todos humanos. Cada qual com suas virtudes e defeitos, com suas contribuições e contradições! Não endeusemos ninguém, porque isso faz mal a nós e àqueles que endeusamos. Usemos a razão, o bom senso e a crítica – instrumentos tão em desuso hoje em dia, sejamos fraternos com todos e façamos a nossa parte para melhorar o mundo!

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44 respostas para Quando os médiuns se tornaram gurus entre nós…

  1. Alexandre Pereira disse:

    Obrigado, Dora.

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    • Albana Azevedo disse:

      Embora concorde com toda avaliação feita ao Movimento Espírita. Tem uma parte do texto que não posso deixar de criticar, até para que o erro não continue a ser cometido.
      Pois continuamos caindo nas armadilhas da mídia, da tecnologia e nos deixando levar pelo engodo. Já escutei este vídeo várias vezes. E em NENHUM momento Divaldo afirma que os juízes e promotores da Lava-Jato são Missionários da Ordem do Bem e sim que são os Missionários do Bem e da Ordem que nos inspiram novas ideias. E é exatamente onde teve o corte, onde o vídeo foi editado e que se percebe de forma nítida, que a confusão está instalada: 4:19min. Agora, ao meu ver, a edição do vídeo e a colocação de enunciados nele mentirosos, se constitui em crime e deveria ser tratado como tal.

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  2. DANIEL MONTEIRO disse:

    Excelente texto!!

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  3. Aline disse:

    Ótimo texto! Muito sensato!

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  4. Gratidão e gratitude enormes por este texto.

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  5. Liana Mangabeira disse:

    Muito bom Dora!!! Até que em fim um artigo crítico, realista e bem embasado sobre a condução de espíritas como gurus e grandes sábios. Além dos livros ditos mediúnicos, condutas suspeitas, que nos fazem descreditar no movimento. Em alguns momentos me sinto uma alienígena no movimento espírita.

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  6. Francisca Azecvedo disse:

    Perfeita análise Já havia feito essa leitura quando um centro espírita que frequentei iniciou o apoio ás manifestações contra o governo Dilma.

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  7. Kildare Oliveira disse:

    Texto excelente e muito apropriado!

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  8. Vital José disse:

    Perfeito o texto simples , claro e lúcido . Que tenhamos mais razão , bom senso e crítica.

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  9. César Augusto disse:

    O endeusamento de seres falíveis (ainda que memoráveis em suas histórias de serviços no bem) envereda por um caminho perigoso, que pode desviar-se do senso crítico, deixando de lado a análise científica sobre ideias e acontecimentos, no encontro de uma aceitação cega em torno de opiniões e achismos, ao mesmo tempo que fomenta posturas sectárias e dogmáticas.

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  10. Stella Brasil disse:

    Texto maravilhoso, impecável!!!

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  11. Adriana Jaeger Santos disse:

    Muito bom. Respeito e admiro muito a pessoa de Divaldo Franco, mas daí a confiar como um “guru” é falha nossa mesmo. Talvez ele nem queira e nem precise que façamos isso com ele. Aliás nem com os palestrantes, que temos feito isso também. O bom e sério Médium e palestrante não quer e não deseja isso, pelo nosso atavismo, pelos excessos de confetes que jogamos sobre eles, muitas vezes os conduzimos ao precipício. A responsabilidade nos pesa também. Parabéns pelo artigo. Continue na tarefa árdua, críticas existirão, mas ainda são melhores que confetes. Grande abraço!

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  12. Anita Regina Dos Santos Alves disse:

    Texto muito sensato. Compartilho dessas verdades.

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  13. Nuno Duarte disse:

    Parabens Andrei, amei esta Tua a presentation Forte abraco.

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  14. Claudia Gelernter disse:

    Muito bom! Temos de tomar cuidado para não colocarmos como verdades absolutas o que vem daqueles que se comunicam com Espíritos. Isso é um perigo. Em pleno burburinho político toda palavra deve ser medida. Estava aqui lembrando daquele malfadado discurso do Divaldo sobre as crianças índigo e cristal e de como um artigo seu, refutando as ideias que ele defendia, fez ele alterar a fala, vindo a público para se retratar…. mas creio que muitos não sabem disso. Ademais, esta verdade que mostra em seu texto em nada desqualifica o trabalho positivo. Como disse para uma amiga, Dora, os comentários dos “apaixonados pelos médiuns” me fazem lembrar a famosa frase de Dom Helder Câmara: “Quando alimentei os pobres, chamaram-me santo. Quando questionei porque ainda existe pobreza, chamaram-me comunista…”

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  15. Rinaldo disse:

    Parabéns pelo texto. Fantástico.

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  16. Marcio disse:

    Concordo plenamente. Isso acabou por gerar uma regra descabida nos centros espiritas: endeusamento dos dirigentes das casas espíritas. Só eles podem dar passe, fazer atendimento fraterno, dirigir os trabalhos, falar da doutrina, etc. Não suporto mais isso.

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  17. Adorei , o seu comentário, deve-se sempre preservar pela pureza da doutrina Espirita, sem endeusamento a nenhum médio , seja ele quem for , o perigo esta em as pessoas seguir a opinião destes
    médiuns sem quaisquer tipo de analise, goste do comentário, muito necessário, parabéns.

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  18. Ernani Barbalho disse:

    Talvez estejamos analisando a colocacao do Sr Divaldo de forma errônea. Missionários sim dos escândalos necessários a transformação do Brasil. Acho verdadeiramente que ele não fez uma previsão, nós é que Não soubemos entender assim como não entendemos Jesus até hoje.

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    • Albana Azevedo disse:

      Interessante como nos deixamos levar pelo engodo. Já escutei este vídeo várias vezes. E em NENHUM momento Divaldo afirma que os juízes e promotores da Lava-Jato são Missionários da Ordem do Bem e sim que são os Missionários do Bem e da Ordem que nos inspiram novas ideias. E é exatamente onde teve o corte, onde o vídeo foi editado e que se percebe de forma nítida, que a confusão está instalada: 4:19min. Agora, ao meu ver isso se constitui em crime e deveria ser tratado como tal.

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    • edisonverde disse:

      Parabéns pela maturidade! Todos temos direito a ter uma opinião pessoal! Todas que vem a público deveriam ser refletidas antes de serem comentadas! Precisamos ter Fé nas pessoas, em nós mesmos! Existem milhões de missionários que independente de serem conhecidos e divulgados pela mídia, cumprem as suas missões, independente da opinião alheia! Merecem o nosso reconhecimento, gratidão e respeito!

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  19. Ricardo Gomes da Costa Ricardo disse:

    Excelente, Dora, me senti representado.

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  20. Cícero de Lima disse:

    Kardec afirmou que para se fazer uma crítica tem que conhecer o assunto o qual se está criticando, caso contrário, não há o que se comentar. A vida não começa no berço e muito menos termina no túmulo. Somos Espíritos imortais e este amontoado de células visíveis aos nossos olhos. É apenas a nossa vestimenta física. Quem está dentro desta roupa? Saberemo ao desencarnarmos.
    A vida transcende às nossas expectativas Deus é misericordioso vamos estudar há muito o
    que aprender. Saúde e paz a todos.

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  21. Boa tarde,
    concordo parcialmente com esse texto…Divaldo respondeu o que foi perguntado, foi sua opinião…perfeito…todos temos nossa opinião…Não deveria mesmo se omitir em responder… E quanto sua opinião a respeito da operação “lava Jato”, perfeito…creio que todos, indiferente de religião ou partido que atuam no bem, podem ser chamados de missionário do bem – sem que isso os estejam endeusando… São pessoas que estão colocando em risco suas vidas e de seus familiares pelo país, quantos de nós faríamos isso???? A primeira justificativa seria: não posso colocar minha família em risco de morte…. então… parabéns a esses juízes e promotores que estão fazendo um enorme bem ao Brasil e milhões de pessoas….tem erros? Ninguém é perfeito…mas é o que o país precisa…
    Parabéns ao Divaldo que não foge à sua responsabilidade…
    Obrigado Dora, espiritismo é isso, temos que questionar, mas todos tem direito à suas opiniões .

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  22. Norma Lopes Bastos disse:

    Kardec, sempre Kardec!
    Texto de muita lucidez!
    Espíritas, instruamo-nos! Estudemos, verdadeiramente, a Codificação e não cairemos em armadilhas.

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  23. Claudio disse:

    Acho que o médium também é uma pessoa com direito de ter suas opiniões, o que não pode é atribuir isso aos espíritos.

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  24. Angelo Pereira Campos disse:

    Recebi o link para este texto de maneira indireta. Gostei da reflexão. Já fui simpatizante do movimento. Porém, diante do citado “endeusamento”, hoje não sou mais. O acento à razão, ao bom senso e à crítica tem sido coisa rara de se encontrar.

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    • edisonverde disse:

      Ângelo, não se deixe abater pela conduta alheia. O endeusamento é natural onde impera a ignorância ou o não entendimento dos preceitos da Doutrina. Eu simplesmente ignoro estas condutas bobas e imaturas. Mas não desistamos da Doutrina! Realmente a Doutrinas Espírita marca uma Nova Era para a Humanidade!

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  25. Marcelo disse:

    É interessante. Mas se alguém pergunta a um destes mediuns mais famosos algo relativo a política, ele deve recusar responder? Ele vai dar a sua opinião a respeito do assunto. E sua opinião pode não ser igual a minha.

    Podemos discordar de qualquer coisa que qualquer um, famoso ou não, diz.

    Não vejo estas opiniões como algo contra o Espiritismo. São opiniões e nem o Chico, nem Divaldo, falaram em nome do Espiritismo.

    Acredito que seja um erro imaginar que eles possam falar alguma coisa, de si próprios, em nome do Espiritismo.

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  26. Fernando Silva Caldas disse:

    Os textos de Dora são sempre dignos de uma leitura reflexiva. Nesse, evidencia-se o que de mais belo possuímos no Espiritismo: o espírito crítico, essencial à racionalidade da doutrina, ressaltada por Kardec, dito por Flamarion, bom senso encarnado.
    Voltado para o mundo, com a finalidade de transformá-lo, o Espiritismo terá os seus líderes questionados em pontos cruciais e estes deverão responder, naturalmente de acordo com as suas especialidades. No entanto, enquanto ser humano, temos direito a opiniões e isso não nos tem que transformar em gurus.
    Chico Xavier e Divaldo Franco, para citar os mais célebres médiuns brasileiros da atualidade, certamente abominam a ideia de se tornarem guias.
    No entanto, temos no movimento espírita uma verdadeira invasão de pessoas que buscam de forma crédula, revelações superiores, impingindo aos médiuns, a pecha de ledores de buena dicha. Não podemos porém, penetrar pelo caminho escarpado da generalização.
    No episódio em destaque, vejo Divaldo falando em nome próprio, não em nome do Espiritismo e concordo com ele, quando expressa que existe, no seio desse trabalho de limpeza institucional, a presença de figuras missionárias, sem que possamos apontar a A ou B como investido desse mister.
    Quanto a se falar em assuntos polêmicos à luz da Doutrina Espírita, reconhecemos que o conhecimento é democrático e, desde que não se exerça a tribuna para encher linguiça, é válido trazer à tona a opinião de oradores que podem esclarecer com segurança, àqueles que necessitam de algum roteiro para seguirem adiante.
    Parabéns Dora, por nos proporcionar discussão qual essa.

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  27. afonso moreira junior disse:

    Excelentes colocações, finalmente alguém – e tinha que ser a Dora Incontri – lança uma luz sobre a questão. Sempre muito lúcida, recorda a postura de Kardec: não “endeusar” médiuns. Infelizmente, entre nós, ocorreu o contrário. Esta é apenas uma contradição do movimento espírita brasileiro, que se pretende “tropicalizado” – como se fosse possível “tropicalizar” a Doutrina dos Espíritos.

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  28. Mariana Morais disse:

    adorei!

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  29. Pingback: para pensarmos: – ESTUDO DA MEDIUNIDADE

  30. Otto disse:

    E sobre o julgamento de valor do Divaldo contra os refugiados do Oriente Médio, definidos como “antigos colonizadores que retornam à Europa para reconquistar velhos tesouros”.

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    • Julgamento? Ainda não consegui ver assim…

      Pode ser que ele esteja se referindo a alguma revelação que lhe foi passada, mas para isto é necessário conhecer o contexto e não apenas uma frase isolada.

      Muito longe de estar defendendo Divaldo (ou qualquer pessoa). Estou apenas não querendo julgar a ninguém.

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