
Resposta ao artigo “Quando a revolução ignora o Espírito, a liberdade é sepultada”, de Jorge Hessen.
Por Lindemberg Macena*
Ao ler o artigo do Jorge Hessen, reconheço sua preocupação legítima em preservar os princípios fundamentais da Filosofia Espírita, embora com uma tentativa de fazê-lo de forma moralista e sem o devido arcabouço da pesquisa nas ciências humanas e sociais. A sua abordagem cria uma falsa dicotomia entre transformação espiritual e engajamento social que merece ser reexaminada à luz de uma compreensão mais ampla do Espiritismo, incorporando perspectivas decoloniais e progressistas que enriquecem, e não empobrecem, a nossa compreensão das pesquisas de Kardec.
O autor demonstra franco desconhecimento das pesquisas mais atuais acerca da imperiosa necessidade de transformação social, e tal qual se fazia desde o início do século XX, elenca uma suposta ameaça de revolução marxista violenta daqueles que buscam por justiça social, encarcerando o debate em moralismo piegas, não levando em consideração as próprias dinâmicas sociais e históricas. Sempre que o conservadorismo religioso se vê ameaçado e sabe que perde espaço diante do pensamento livre e autônomo, evoca os riscos do marxismo e seu terrível materialismo como ameaças à civilização, é assim desde o século XIX.
Se Jorge Hessen conhecesse pensadores espíritas do quilate de Herculano Pires, Humberto Mariotti e Manuel Porteiro, saberia que espiritismo e marxismo dialogam em muitos pontos, e que longe de serem dicotômicos, são complementares em suas propostas; ambos não colaboram com a naturalização das desigualdades sociais e da miséria que assola o mundo, tornando a experiência reencarnatória muito mais dolorosa para os espíritos. O movimento espírita igrejista e conservador parece não compreender que, quanto mais desigualdades à frente, mais o espírito sofre na vida material, e querer que isso se mantenha não é defesa do espiritismo, é sadismo disfarçado de superioridade espiritual. Aliás, é notório que o movimento espírita não conhece a gama de pensadores espíritas independentes e que desenvolveram extenso diálogo do espiritismo com as mais diversas áreas, incluindo filosofia e sociologia, antropologia e pedagogia, pesquisas científicas da mediunidade, psicanálise e saúde mental, etc. Em parte, esse desconhecimento do movimento espírita também se dá devido à invisibilização que esses pensadores sofreram e ainda sofrem a partir de orientação institucional robusta partindo da própria FEB.
Todo pensador ou pesquisador que ousou pensar por si mesmo, e que desenvolveu pesquisas autônoma e livres relacionadas ao espiritismo, foi e é sumariamente invisibilizado pelo movimento espírita institucional; este, sem tradição nenhuma de pesquisa e de aprofundamento de estudos, vê com receio o pensamento livre e crítico.
1. Revisitando a relação entre transformação material e espiritual
O artigo de Hessen estabelece uma oposição irreconciliável entre marxismo e espiritismo, reduzindo o primeiro a puro materialismo e o segundo a uma espiritualidade desencarnada e alienada do mundo. Contudo, uma leitura mais cuidadosa de Kardec revela que:
O Espiritismo reconhece a influência do meio na evolução moral: em “O Livro dos Espíritos”, questões como a desigualdade social são tratadas como obstáculos ao progresso espiritual (Questão 930). A miséria material pode dificultar sobremaneira o desenvolvimento moral do espírito, como um solo pobre dificulta o crescimento de uma planta.
Caridade como ação transformadora: a máxima “Fora da caridade não há salvação” não se limita ao auxílio individual e alienado, mas pode inspirar ações coletivas que modifiquem estruturas sociais opressivas, desenvolvimento de políticas públicas de amplo amparo social. A verdadeira caridade exige justiça social, uma vez que “Numa sociedade organizada segundo a lei do Cristo ninguém deve morrer de fome” (item 930 de O Livro dos Espíritos).
Pluralidade de existências e responsabilidade coletiva: a reencarnação nos coloca em diferentes contextos sociais ao longo das vidas. Espíritos em evolução necessitam de ambientes que favoreçam seu progresso. Criar sociedades mais justas é, portanto, um trabalho de caridade coletiva e um importante legado para as gerações futuras que reencarnarão por aqui. Portanto, precisamos de uma espiritualidade engajada com todas as questões do mundo, para transformá-lo à medida que nos transformamos. Como ignorar tantas urgências sociais como a emergência climática, a miséria, a falta de políticas públicas, a guerra, o crescimento da extrema direita e de movimentos neonazistas, o feminicídio, o adoecimento psíquico em massa, e tantas outras catástrofes sociais, em nome de uma espiritualidade pautada numa paz de pantanal, alienada do mundo e pautada na contemplação?
2. Uma perspectiva decolonial do Espiritismo
O artigo de Hessen parece partir de uma visão estática e eurocêntrica, ignorando como o Espiritismo foi recebido e reinterpretado em contextos periféricos, na América do Sul, e em específico no Brasil. Aqui na América do Sul, através de grandes filósofos espíritas, infelizmente desconhecidos do grande público espírita, o diálogo do espiritismo com as questões sociais sempre esteve em pauta desde o início do século XX, com o argentino Cosme Mariño e tantos outros que vieram depois, inclusive os filósofos que já citei nesse breve artigo, e outros como Ney Lobo, Deolindo Amorim, Eusínio Lavigne, além de todos os pesquisadores que levaram o espiritismo para a academia, desenvolvendo importantes pesquisas que ficam como legado da ampliação do pensamento espírita.
Herculano Pires foi achincalhado quando desenvolveu o conceito de Pedagogia Espírita nas décadas de 60 e 70, e teve que finalizar os trabalhos de sua Revista Educação Espírita, por falta de apoio do movimento espírita da época. Até hoje a Pedagogia Espírita é hostilizada pelos espíritas conservadores institucionalizados, incapazes de compreender a importância de um projeto educacional libertário como o desenvolvido pela Universidade Livre Pampédia, coordenado pela professora Dora Incontri. Nada novo sob o sol, num país que desvaloriza a educação e seus professores.
Ainda no final do século XIX, durante a realização do Primeiro Congresso Espírita Internacional, realizado em Barcelona em 1888, e com a vice-presidência de Amália Domingo Soler, os espíritas debatiam temas urgentes para a transformação social, como a reivindicação da igualdade civil entre homens e mulheres, ensino laico, público e universal, reforma penitenciária para a reintegração social dos presos, abolição completa da escravização, desarmamento gradual dos exércitos, proibição das penas de morte e perpétua, interpretação do espiritismo na qualidade de religião laica, antiautoritária, igualitária e socializadora. É imperioso lembrar que o Brasil foi o último país do ocidente a extinguir a escravização, em 1888, mesmo ano da realização do Congresso Espírita citado acima.
Humberto Mariotti, no livro “Herculano Pires, filósofo e poeta”, nos diz que:
A filosofia espírita na América Latina tem alguns representantes de muita relevância intelectual. (…) Na América Latina felizmente são vários os homens que elaboraram uma tarefa filosófica sobre as bases ontológicas do Espiritismo. Na América Latina há uma verdadeira plêiade de filósofos espíritas (…).
Apesar de amplas fontes históricas e de uma diversidade grande de pensadores espíritas conectados com a transformação social e com a educação, o movimento espírita febiano continua alienado de tudo o que diz respeito às condições materiais da existência, ignorando que espírito e matéria, como elementos constitutivos do universo, se complementam na dialética do progresso universal. O pensamento social espírita aproxima o espírito da matéria, compreendendo a sua interconexão indissociável, portanto, não pretende tornar o espírito materialista, mas também não pretende deixá-lo alienado dos objetivos da reencarnação, que não são apenas individualistas.
O conhecido antropólogo, François Laplantine, professor na Universidade de Lyon, coautor do livro “A Mesa, o Livro e os Espíritos: gênese, evolução e atualidade do movimento social espírita entre França e Brasil”, nos diz o seguinte:
O Espiritismo francês, o kardecismo francês repousa sobre uma trilogia, que é: a mediunidade, a reencarnação e o progresso social. Eu diria mesmo que é um socialismo pela reencarnação.
Ou seja, não é possível localizar o espiritismo apenas como uma doutrina voltada para a fé e para consolo pessoal, sob pena de torná-la desconectada do mundo, da realidade objetiva, da produção do conhecimento e do diálogo com as mais diversas áreas da vida humana. O espiritismo é uma filosofia dialética e dialógica, não pode ficar encarcerado a uma lógica institucional tacanha e conservadora. Não adianta desejar o mundo de regeneração e ser contra a transformação social necessária para todos.
O Espiritismo como ferramenta de libertação: em países marcados por profundas desigualdades históricas (colonialismo, escravidão), a mensagem espírita foi apropriada como linguagem de consolo, mas também de crítica social, e não poderia ser de outra forma.
Descolonizar a interpretação: a crítica ao “materialismo” não pode servir para silenciar o legítimo clamor por justiça dos oprimidos e nem negar a intersecção dos diversos sistemas de opressão que nos assola, representados pela aliança entre o machismo estrutural, pelo capitalismo que é uma máquina de moer gente, e pelo racismo, como nos alerta a filósofa negra Angela Davis. Uma leitura decolonial do Espiritismo nos permite ver como a luta por dignidade material é parte inseparável da jornada espiritual em contextos onde a pobreza e a exclusão são heranças de processos coloniais violentos, passados e atuais. Ignorar isso é desconhecer a história, a filosofia e a sociologia como áreas fundamentais para compreendermos o mundo, e que, em diálogo com a filosofia espírita, fortalecem a atualidade do pensamento de Kardec.
Espiritualidade encarnada: a perspectiva decolonial ressalta que o Espírito evolui em corpos situados em realidades sociais concretas. Ignorar essas realidades em nome de uma espiritualidade abstrata é uma forma de violência epistemológica e de violência mesmo contra o próprio espírito, que não raro se vê encarcerado em condições desumanas na reencarnação, vivenciando toda sorte de violências sociais e falta de direitos fundamentais para gozar de uma existência digna. Romantizar sofrimento social é sadismo, é alienação.
3. Espiritismo progressista: síntese, não sincretismo
O artigo do senhor Hessen teme uma “contaminação” doutrinária, mas confunde síntese com sincretismo. Um Espiritismo progressista entende que:
O método kardeciano é dinâmico: Kardec estabeleceu a racionalidade e a observação como pilares. Estudar as causas sociais do sofrimento humano com o mesmo rigor com que estudamos os fenômenos mediúnicos é coerente com esse método. A “justiça social” não é um conceito estranho à filosofia espírita, mas uma implicação lógica da lei de Justiça, Amor e Caridade, ao mesmo tempo em que fortalece o legado da filosofia espírita contra o surgimento do extremismo que contamina o mundo atualmente. Aliás, sobre o crescimento da extrema direita no mundo e a ameaça que ela representa à paz mundial, nunca vimos um artigo sequer por parte do movimento espírita febiano, que segue alheio à realidade objetiva, crendo em uma espiritualidade de autoajuda.
Crítica às estruturas de poder não é materialismo: reconhecer que certas estruturas econômicas e políticas (como o capitalismo selvagem) alimentam o egoísmo, a inveja e a exploração – vícios condenados pelo espiritismo – é um exercício de análise lúcida, não uma adesão ideológica cega. A filosofia espírita nos convida a transformar o mundo começando por nós mesmos, mas não terminando em nós mesmos. O neoliberalismo modula a vida na matéria, o que desemboca em graves consequências para os espíritos encarnados; o neoliberalismo modula comportamentos, emoções, ideologias totalitárias, e uma péssima distribuição das riquezas e das oportunidades. Não à toa vemos a epidemia de ansiedade e de suicídios no mundo tomado pela meritocracia vazia e ilusória que o capitalismo criou.
O “homem novo” exige um “mundo novo”: a construção do “homem novo” espírita não acontece no vácuo e nem no idealismo vazio e alienado. Ela é facilitada (ou dificultada) pelas estruturas sociais. Trabalhar por uma sociedade que minimize o sofrimento desnecessário, garanta educação libertária, emprego digno, saúde integral e bem-estar social para todos, é criar um ambiente mais propício para a transformação moral coletiva. São trabalhos complementares e simultâneos, e somente os conservadores espíritas os consideram como contraditórios.
Por um Espiritismo encarnado e solidário
Rebater os argumentos do senhor Jorge Hessen não significa defender a adoção acrítica do marxismo ou qualquer outro sistema ideológico pelo espiritismo, pois, conforme nos lembra Herculano Pires na obra “O Reino”, de 1946, espiritismo e marxismo caminham juntos em muitos pontos, mas também possuem suas discordâncias, o que não impede a dialética filosófica entre ambos. Significa, antes, recusar a redução da complexa mensagem espírita a uma espiritualidade conformista e misoneísta.
Um espiritismo verdadeiramente fiel a seus princípios originários kardecianos:
- Não teme o diálogo com outras correntes de pensamento que também buscam aliviar o sofrimento humano, mesmo que essas correntes partam de pressupostos diferentes. O pensamento complexo, desenvolvido por Edgar Morin, é uma abordagem epistemológica que busca compreender a realidade de forma integrada, unindo saberes aparentemente fragmentados e reconhecendo interdependências e intersecções. Diferente do pensamento simplificador que não raro vemos no movimento espírita institucional, o pensamento complexo articula o todo e as partes, a ordem e a desordem, utilizando os princípios dialógico, recursivo e hologramático para lidar com a incerteza e a contradição.
- Compreende que a transformação íntima e a transformação social são processos que se alimentam mutuamente. Para compreender esse ponto, não é necessário ser de esquerda ou de direita, basta ser fraterno e desejar para si mesmo o que se deseja para o outro, como nos ensinou Jesus.
- Assume sua responsabilidade histórica nos contextos em que está inserido, denunciando ativamente as injustiças que causam dor e retardam a evolução espiritual individual e coletiva, afinal, os próprios espíritos superiores disseram a Kardec que as desigualdades sociais são estruturadas pelo próprio ser humano, não pertencem aos desígnios divinos. Ou seja, é o próprio ser humano que deve resolver o imbróglio que criou em torno da manutenção da desigualdade social histórica que atinge em cheio a vida de bilhões de espíritos encarnados, que muitas vezes veem seus projetos existenciais fracassados diante de uma organização social sem sentido e que fomenta o egoísmo.
A verdadeira “revolução espírita” não ignora o Espírito; pelo contrário, ela o encarna plenamente no mundo, assumindo a luta por mais amor, mais justiça e mais caridade – dentro dos corações e nas estruturas da sociedade – como uma única e grandiosa obra. Sepultar a liberdade, como alerta o título do artigo de Hessen, não é consequência de olhar para as estruturas materiais denunciando a sua mesquinhez, mas sim de ignorar o chamado do Espírito, que clama por justiça e paz, também aqui e agora, e não apenas na vida futura. Herculano Pires já nos alertara, desde os anos 1940, que a instalação do Reino na Terra se dará pela transformação do mundo pelas gerações de espíritos que por aqui passarem. No entanto, o fantasma fictício do marxismo continua a assombrar a todos aqueles que estão plenamente satisfeitos em contemplar o massacre da máquina de moer gente que é a reencarnação em pleno sistema neoliberal.
No movimento espírita febiano falta aprofundamento de estudos e pesquisas, falta ciência e filosofia, falta sociologia e pedagogia, mas também falta sensibilidade e empatia diante das misérias sociais, não é à toa que milhares estão se afastando dos centros espíritas anacrônicos e alienados.
* Lindemberg Macena é professor de filosofia e de sociologia, pedagogo e psicanalista, autor do livro “Espiritismo Dialético: breves ensaios filosóficos”, pela Editora Comenius, professor da Universidade Livre Pampédia, fundador do IFEHP – Instituto de Filosofia Espírita Herculano Pires, atuante desde 2009.
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